Lacombe critica “perseguição” a Bolsonaro e compara tratamento com o de Lula
O jornalista Luis Ernesto Lacombe utilizou seu espaço para tecer duras críticas às ações judiciais e ao tratamento dispensado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em sua análise, Lacombe descreve um cenário de perseguição, que vai além da esfera política, atingindo a esfera pessoal e médica do ex-chefe do executivo.
Segundo Lacombe, a estratégia seria não apenas “derrotar o bolsonarismo”, mas também orquestrar um “teatrinho mambembe” com um “julgamento delirante”. O jornalista aponta a urgência em emitir mandados de prisão preventiva, mesmo sem o trânsito em julgado de processos, invertendo a lógica de quem é vítima e quem é criminoso, conforme seu ponto de vista.
Lacombe faz uma comparação direta entre o período em que Lula esteve preso e a atual situação de Bolsonaro. O jornalista afirma que Lula, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, gozava de regalias em sua cela, enquanto Bolsonaro, que ele considera inocente e injustiçado, enfrenta condições precárias. As informações foram divulgadas pelo próprio jornalista.
Condições de Detenção e Saúde de Bolsonaro em Destaque
O jornalista relata que Jair Bolsonaro passa 22 horas por dia em uma cela de 12 metros quadrados, com visitas restritas a duas pessoas por semana, por apenas meia hora cada. Lacombe também menciona que as consequências do atentado sofrido por Bolsonaro em 2018 são praticamente ignoradas, com demora no atendimento médico em caso de necessidade.
Alexandre de Moraes e a Interferência em Sindicância Médica
Um dos pontos centrais da crítica de Lacombe recai sobre a atuação do ministro Alexandre de Moraes. O jornalista relata que, após o Conselho Federal de Medicina (CFM) ordenar uma sindicância para investigar o tratamento de Bolsonaro, Moraes declarou a ordem nula e determinou que o CFM prestasse depoimento à Polícia Federal.
Lacombe classifica a decisão de Moraes como um “desvario” e ilegal, argumentando que o ministro não pode invalidar a autonomia médica nem subjugar um conselho com 600 mil profissionais. Ele ressalta que a apuração de conduta médica é uma das funções do CFM, alcançando todos os médicos, inclusive os servidores públicos.
Acusações de “Crime Genérico” e Busca por “Tortura”
O jornalista acusa Moraes de atuar como acusador e de tentar enquadrar a atuação do CFM em um “crime genérico”, pedindo a apuração de “possíveis crimes” sem objeto específico. Lacombe sugere que essa ação visa “usar a criatividade” da PF para encontrar algum crime, com o objetivo de manter o que ele chama de “tortura contra Bolsonaro” e eliminar o “bolsonarismo”.
Esperança em Revisão e Equilíbrio Eleitoral Futuro
Apesar do cenário crítico pintado, Lacombe expressa uma crença na inevitável anulação de todas as ações e penas impostas a Bolsonaro e seus apoiadores, com a devida reparação. Ele também deposita esperança em Nunes Marques e André Mendonça para garantir uma campanha eleitoral equilibrada em 2026, criticando a proibição de debates sobre o sistema eletrônico de votação.
O jornalista projeta um cenário eleitoral justo onde Lula sairia derrotado. O novo presidente, segundo Lacombe, teria a obrigação de libertar Bolsonaro e todas as vítimas da perseguição promovida por ministros do STF. Ele conclui afirmando que, em caso de reação dos ministros a um indulto presidencial, seria necessário “gritar e não recuar: “Acabou, p@&%#!””.