Carlos Bolsonaro afirma que médicos foram chamados para atender o ex-presidente na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, citando piora no quadro de saúde.
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) utilizou as redes sociais neste domingo (11) para informar que médicos foram acionados para atender o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
Segundo Carlos, as queixas de soluços persistentes evoluíram para um quadro de azia constante, o que estaria impedindo o ex-mandatário de se alimentar e dormir adequadamente. Ele também mencionou um “grave abalo psicológico” sofrido pelo pai, agravado pela permanência em cela solitária.
A defesa de Jair Bolsonaro protocolou um novo pedido de prisão domiciliar humanitária junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), que, até o momento, não foi apreciado. A informação foi divulgada pelo filho do ex-presidente no X, e compartilhada pelo senador Flávio Bolsonaro.
Piora na saúde e isolamento: o relato de Carlos Bolsonaro
Em sua postagem, Carlos Bolsonaro detalhou a evolução do estado de saúde de seu pai. “O médico do meu pai foi chamado hoje, domingo, 11 de janeiro de 2026, à prisão, após sermos informados de que suas crises persistentes de soluços evoluíram para um quadro de azia constante, o que o impede de se alimentar adequadamente e de dormir”, escreveu o ex-vereador.
Ele acrescentou que é “perceptível, ainda, o grave abalo psicológico que sofre, agravado pelo fato de permanecer sozinho na solitária”. A declaração ressalta a preocupação da família com as condições de detenção do ex-presidente.
Pedido de prisão domiciliar humanitária e histórico médico
Carlos Bolsonaro destacou que, neste fim de semana, a defesa do Presidente Jair Bolsonaro protocolou mais um pedido de prisão domiciliar humanitária junto ao STF. Ele lamentou que a solicitação ainda não tenha sido apreciada.
A situação médica de Bolsonaro tem sido um ponto central nas argumentações da defesa. O ex-presidente enfrenta diversas comorbidades e passou por múltiplas cirurgias em decorrência do atentado a faca sofrido em 2018. Problemas gastrointestinais, pulmonares, neurológicos e cardiovasculares, além de apneia do sono grave, foram listados em pedidos anteriores de prisão domiciliar.
Contexto da prisão de Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro está detido preventivamente desde 22 de novembro, após tentar violar a tornozeleira eletrônica. A prisão ocorreu no âmbito de um inquérito que apura a atuação de seu filho, Eduardo Bolsonaro, nos Estados Unidos. Anteriormente, ele esteve em prisão domiciliar de 4 de agosto a 22 de novembro.
No dia 25 de novembro, o ministro Alexandre de Moraes encerrou a ação penal sobre a suposta tentativa de golpe de Estado e determinou o cumprimento imediato da pena de 27 anos e três meses de prisão para Bolsonaro. Diversos pedidos de prisão domiciliar humanitária feitos pela defesa foram negados pelo magistrado.
Problemas de saúde relatados pela defesa
A defesa de Jair Bolsonaro tem enfatizado as comorbidades do ex-presidente em seus pedidos ao STF. Entre os problemas de saúde mencionados estão sequelas permanentes da facada e das cirurgias subsequentes, como atrofia parcial da parede abdominal, hérnias, aderências intestinais e perda de parte do intestino grosso.
Adicionalmente, são relatados problemas gastrointestinais e pulmonares, incluindo doença do refluxo gastroesofágico com esofagite, associada a episódios recorrentes de pneumonia. Há também um distúrbio neurológico caracterizado por “quadro persistente de soluços incoercíveis”, que exige ajuste diário de medicamentos. Problemas cardiovasculares, como hipertensão essencial primária, e apneia do sono grave também compõem o quadro clínico apresentado.