Protestos no Irã: Número de Mortos Ultrapassa 500, Incluindo Menores e Militares, ONG Alerta

Protestos no Irã: Número de Mortos Ultrapassa 500, Incluindo Menores e Militares, ONG Alerta

Resumo

Número de mortos em protestos no Irã passa de 500, diz ONG

A ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA), que se opõe ao regime iraniano e opera a partir dos Estados Unidos, divulgou um balanço alarmante neste domingo (11).

Segundo a organização, pelo menos **538 pessoas perderam a vida** durante as manifestações que tomam conta do país desde o final de dezembro. Estes dados apontam para uma escalada preocupante da violência no contexto dos protestos.

As informações foram compiladas pela HRANA, que acompanha de perto o desenrolar dos eventos. O número de mortos inclui tanto civis quanto membros das forças de segurança, evidenciando a intensidade dos confrontos.

Vítimas fatais incluem menores e forças de segurança

O trágico balanço divulgado pela HRANA detalha que, dos 538 mortos, **48 eram membros das forças de segurança iranianas**. Em contrapartida, **490 eram manifestantes**, um número significativamente maior.

Um dado particularmente chocante é a inclusão de **oito menores de idade** entre as vítimas fatais dos protestos. Isso levanta sérias preocupações sobre a conduta das autoridades e a proteção de jovens durante as manifestações.

A subdiretora da HRANA, Skylar Thompson, informou à Agência EFE que o número de mortos nos 15 dias de protestos pode, na verdade, chegar a 579. Este dado, no entanto, ainda está em processo de verificação pela organização.

Milhares presos e comunicação restrita

Além do elevado número de mortos, os protestos resultaram em um grande número de prisões. Desde o início das mobilizações, **10.675 pessoas foram detidas** pelas autoridades iranianas.

Entre os presos, a HRANA identificou **160 menores de idade** e **52 estudantes**, o que reforça a abrangência e a natureza diversa dos participantes das manifestações.

A situação no Irã é agravada pela restrição severa de comunicação. Há mais de 72 horas, o país enfrenta a **ausência de internet e cobertura telefônica** em centenas de cidades onde os protestos ocorrem, dificultando a disseminação de informações e o monitoramento dos direitos humanos.

Origem e evolução das manifestações

As manifestações tiveram início em 28 de dezembro, impulsionadas inicialmente pela **crise econômica** que assola o país. No entanto, ao longo das semanas, as queixas evoluíram.

Os protestos se transformaram em um clamor contra a própria estrutura da **República Islâmica** e contra a figura do líder supremo iraniano, o aiatolá **Ali Khamenei**. As insatisfações econômicas deram lugar a demandas políticas mais amplas.

As manifestações se multiplicaram rapidamente, alcançando mais de 100 cidades por todo o território iraniano, demonstrando a insatisfação generalizada em diversas camadas da sociedade. A repressão e a falta de liberdade de expressão são pontos centrais das críticas.

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