EUA Notificam Brasil Sobre Incidente Aéreo Envolvendo Helicóptero de Donald Trump
Um incidente aéreo que colocou em risco o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levou o governo americano a notificar o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), no Brasil. O fato ocorreu quando um avião comercial da Envoy Air, uma divisão regional da American Airlines, voou a uma distância alarmantemente curta do helicóptero presidencial, o Marine One, onde Trump estava a bordo.
O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) divulgou um relatório preliminar detalhando o episódio. A proximidade entre as duas aeronaves foi de apenas 1,3 quilômetro, um fator que acionou alertas de segurança e a necessidade de uma investigação internacional, envolvendo o Brasil devido à origem do fabricante da aeronave comercial.
A investigação aponta para falhas nos procedimentos de comunicação e autorização de voo. O protocolo padrão de aviso de três minutos, que deveria impedir o tráfego aéreo na rota de aeronaves presidenciais, não foi corretamente acionado. A tripulação do voo da Envoy Air reportou ter recebido um alerta de tráfego somente após a decolagem, sem ter avistado o helicóptero.
Falha na Comunicação e Mudança de Local de Decolagem
O incidente, ocorrido no dia 4 do mês passado, revelou uma dificuldade de comunicação entre o Marine One e a torre de controle. Essa falha foi atribuída à mudança temporária do local de decolagem do helicóptero presidencial. Devido a obras de construção na Casa Branca, o Marine One passou a decolar do Ellipse, um parque ao sul da sede presidencial americana, alterando a comunicação padrão.
Protocolos Internacionais e Participação do Brasil
O Cenipa foi notificado pelo NTSB, seguindo protocolos internacionais de investigação de acidentes aeronáuticos. Esses acordos preveem a notificação de autoridades dos países onde as aeronaves envolvidas foram projetadas e construídas. No caso em questão, o avião comercial da Envoy Air é um Embraer E170, de fabricação brasileira, justificando a participação do Cenipa.
Em nota oficial, a Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou que o Cenipa recebeu a notificação do NTSB no último domingo, dia 23. A FAB informou que o Cenipa designou um investigador para participar das apurações como representante acreditado do Brasil, demonstrando o compromisso do país com a segurança da aviação e a cooperação internacional.
Medidas Corretivas e Investigação em Andamento
Para solucionar a falha de comunicação, a Administração Federal de Aviação (FAA) realocou o receptor de rádio do aeroporto. A medida transferiu o equipamento de um bairro próximo para o topo da torre de controle do Aeroporto Nacional Ronald Reagan, visando melhorar o alcance e a clareza das comunicações com aeronaves presidenciais.
A Convenção sobre Aviação Civil Internacional, da qual EUA e Brasil são signatários, estabelece que o país onde o evento ocorreu é o responsável por conduzir a investigação. No entanto, a colaboração internacional é crucial para garantir a segurança e prevenir futuras ocorrências. A Embraer, fabricante da aeronave envolvida, foi contatada para comentar o caso, mas ainda não retornou.