Guerra de facções FARC na Amazônia colombiana: 27 mortos em violentos confrontos por controle de coca

Guerra de facções FARC na Amazônia colombiana: 27 mortos em violentos confrontos por controle de coca

Resumo

Violentos confrontos entre dissidentes das FARC deixam 27 mortos na Colômbia

Um brutal confronto entre duas facções guerrilheiras de esquerda resultou na morte de pelo menos 27 combatentes no sudoeste da Colômbia, em uma região amazônica estratégica para o narcotráfico. As batalhas intensas ocorreram no departamento de Guaviare, um ponto nevrálgico para o cultivo da folha de coca, matéria-prima da cocaína.

A disputa territorial se intensificou em uma área rural do município de El Retorno, a cerca de 300 km da capital, Bogotá. A violência recente marca um dos episódios mais sangrentos em meses, evidenciando a persistência de grupos armados na Colômbia, mesmo após o acordo de paz com as FARC em 2017.

As informações foram divulgadas por fontes militares citadas pela agência Reuters neste domingo (18), detalhando a gravidade da situação e a complexidade do cenário de segurança no país. A guerra não declarada entre grupos narcoterroristas, que lutam entre si e contra o governo, já dura mais de seis décadas e deixou um rastro de aproximadamente 450 mil mortos.

Estado-Maior Central (EMC) e EMBF em rota de colisão

O grupo que registrou as 27 baixas fatais foi o Estado-Maior Central (EMC), liderado pelo conhecido narcoterrorista Néstor Gregorio Vera, apelidado de “Iván Mordisco”. Este líder é considerado um dos criminosos mais procurados pela Colômbia. As investigações do ano passado apontaram para contatos de seu grupo com altos escalões do governo de Gustavo Petro, adicionando uma camada de complexidade às negociações e ao combate ao crime organizado.

A disputa pelo controle de territórios produtores de coca

O outro bando envolvido no confronto é o Estado-Maior de Blocos e Frentes (EMBF), comandado por Alexander Díaz Mendoza, conhecido como “Calarcá Córdoba”. Ambos os grupos são dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e continuam a disputar o controle de territórios férteis para o cultivo da coca, mesmo após a desmobilização oficial das FARC. A luta se estende também para o controle de atividades de mineração ilegal, fontes de renda ilícita que alimentam esses grupos.

O legado de violência e a busca pela paz

A guerra de mais de seis décadas na Colômbia, alimentada pelo narcotráfico e pela mineração ilegal, deixou um legado trágico. Estima-se que cerca de 450 mil pessoas tenham perdido a vida em decorrência desses conflitos. Os recentes confrontos em Guaviare são um lembrete sombrio de que a paz ainda é um objetivo distante para muitas regiões colombianas, onde o poder das armas e do dinheiro ilícito continua a ditar regras.

O papel de “Iván Mordisco” e as complexas relações políticas

A figura de “Iván Mordisco” é central neste cenário de violência. Sua liderança no EMC e a investigação sobre seus contatos com figuras políticas elevam o nível de preocupação das autoridades. A complexa teia de relações entre grupos armados, política e economia ilegal na Colômbia exige estratégias robustas e eficazes para desmantelar essas organizações e garantir a segurança e o bem-estar da população.

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