Carla Zambelli: Defesa alega suspeição de juízes italianos e pede troca de colegiado em julgamento de extradição

Carla Zambelli: Defesa alega suspeição de juízes italianos e pede troca de colegiado em julgamento de extradição

Resumo

Defesa de Carla Zambelli contesta juízes italianos em audiência de extradição

A defesa da ex-deputada Carla Zambelli protocolou um pedido para trocar o colegiado de juízes que analisa seu processo de extradição na Itália. Segundo os advogados, o tribunal demonstra “pressa” em aprovar o pedido, o que levantaria suspeitas sobre a imparcialidade da corte.

O argumento central da defesa é que os magistrados estariam agindo de forma parcial, negando o direito de apresentar provas e de ouvir um perito. Essa conduta, segundo os advogados, violaria convenções internacionais sobre o devido processo legal.

Carla Zambelli, presente à audiência, declarou ter “máximo respeito aos magistrados”, mas expressou preocupação com o que percebeu como um “desinteresse” dos juízes em analisar a fundo o caso, temendo um julgamento não imparcial. A nota oficial da defesa, assinada pelos advogados Pieremilio Sammarco e Fábio Pagnozzi, reforça que a Corte tentou encerrar o julgamento com uma decisão já definida.

Pedido de substituição de juízes protocolo em até três dias

A equipe jurídica de Carla Zambelli informou que a arguição de suspeição e o pedido de substituição dos magistrados italianos serão formalizados em até três dias. A defesa alega que a negativa em incluir testemunhas e provas consideradas fundamentais pela defesa configura uma violação de direitos constitucionais e internacionais.

A justiça italiana ainda não se pronunciou oficialmente sobre o pedido de substituição. Uma nova data para a próxima audiência deverá ser divulgada nos próximos dias. A Agência Brasil noticiou que o tribunal italiano teria alegado falta de tempo para processar informações do governo brasileiro sobre a prisão em que Zambelli cumprirá pena no Brasil.

Penitenciária no Brasil é questionada pela defesa

A defesa de Carla Zambelli também levantou preocupações sobre as condições da Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia. Segundo os advogados, a unidade prisional não garantiria os direitos humanos da ex-parlamentar caso ela seja extraditada e precise cumprir a pena no Brasil.

Carla Zambelli encontra-se presa em Roma após deixar o Brasil. Ela foi condenada a dez anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta participação em um plano para invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com o apoio do hacker Walter Delgatti Neto. A ex-deputada renunciou ao mandato federal em dezembro.

Entenda o caso de Carla Zambelli na Itália

O processo em andamento na Itália refere-se ao pedido de extradição feito pelo governo brasileiro. A acusação central é a participação de Zambelli em um plano que visava à desestabilização das instituições democráticas brasileiras, através de ações contra o sistema eletrônico do CNJ.

A defesa argumenta que a falta de análise aprofundada das provas e a aparente pressa em decidir o caso pela justiça italiana configuram um cerceamento de defesa. A estratégia agora é buscar a substituição dos juízes para garantir um julgamento mais equitativo e em conformidade com os acordos internacionais.

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