Tarcísio de Freitas reafirma lealdade a Bolsonaro e descarta disputar presidência em 2026

Tarcísio de Freitas reafirma lealdade a Bolsonaro e descarta disputar presidência em 2026

Resumo

Tarcísio de Freitas descarta candidatura presidencial e reafirma apoio a Bolsonaro

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), utilizou suas redes sociais nesta quinta-feira (22) para reforçar sua candidatura à reeleição no estado e, mais uma vez, declarar sua lealdade ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração surge em meio a críticas de parte da direita, que questionaram o cancelamento de uma visita previamente agendada ao ex-mandatário.

“Sou candidato à reeleição do governo do estado de São Paulo e irei trabalhar sempre por uma direita unida e forte para tirar a esquerda do poder. Qualquer informação diferente desta não passa de especulação”, afirmou Tarcísio, buscando encerrar boatos sobre suas ambições políticas futuras.

A fala do governador ocorre após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar a visita de Tarcísio a Bolsonaro, que está preso, para a próxima quinta-feira (29), entre 11h e 13h. A permissão judicial foi vista como um gesto de aproximação e solidariedade.

Visita autorizada e declaração de lealdade

Tarcísio de Freitas expressou sua intenção de prestar apoio e solidariedade a Bolsonaro durante a visita autorizada pelo STF. “Irei visitar o presidente Bolsonaro, a quem sou e serei grato e leal, na próxima quinta-feira para prestar o meu total apoio e solidariedade”, declarou o governador, enfatizando a importância da relação entre eles.

Esta reafirmação de alinhamento político acontece em um momento delicado, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro indicou o senador Flávio Bolsonaro (PL) como seu pré-candidato para as eleições presidenciais deste ano. A escolha gerou especulações sobre a relação entre Bolsonaro e outros aliados políticos.

Cancelamento de visita e pressões políticas

Anteriormente, Tarcísio havia cancelado uma visita a Bolsonaro no dia 22, alegando compromissos pré-agendados em São Paulo, conforme comunicado pelo Palácio dos Bandeirantes. Este recuo ocorreu logo após declarações do senador Flávio Bolsonaro, que sugeriu que o ex-presidente poderia impor um ultimato a Tarcísio, ressaltando a “fundamental” importância de sua reeleição em São Paulo para o objetivo de “derrotar o PT”.

A situação evidencia as complexas articulações políticas dentro do espectro da direita brasileira, com Tarcísio de Freitas buscando equilibrar sua posição como governador de São Paulo e sua lealdade ao ex-presidente, ao mesmo tempo em que tenta se firmar como uma liderança relevante para o futuro.

Outras visitas autorizadas por Moraes

Além da visita de Tarcísio de Freitas, o ministro Alexandre de Moraes também autorizou outras visitas a Bolsonaro. O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jorge Oliveira, poderá visitá-lo na quarta-feira (28), entre 11h e 13h. Já o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), tem visita marcada para o dia 4 de fevereiro, das 8h às 10h.

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