Careca do INSS: STF nega pedido e mantém prisão de empresário ligado a esquema de R$ 6,3 bilhões

Careca do INSS: STF nega pedido e mantém prisão de empresário ligado a esquema de R$ 6,3 bilhões

Resumo

STF mantém prisão de “Careca do INSS” em caso de desvio bilionário

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a prisão preventiva do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A decisão sigilosa foi divulgada nesta segunda-feira (26) e atende a um pedido da defesa que buscava a soltura do empresário.

A defesa de Antunes argumentou que ele não representava risco de fuga nem de interferência nas investigações. No entanto, o ministro Mendonça avaliou que os elementos apresentados nos autos indicam que o empresário pode voltar a cometer crimes e prejudicar o andamento do processo.

Antônio Carlos Camilo Antunes está detido desde setembro do ano passado no Complexo da Papuda, em Brasília. A prisão ocorreu no âmbito da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que apura descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS. Conforme as investigações, o empresário seria um dos principais articuladores de um esquema que teria desviado até R$ 6,3 bilhões dos cofres públicos.

O “Careca do INSS” e as acusações

O empresário é apontado como figura central na operação que desarticulou uma rede criminosa responsável por fraudes previdenciárias. A Polícia Federal investiga a atuação de Antunes na organização de descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social.

A Operação Sem Desconto busca desarticular um esquema que pode ter lesado os cofres públicos em uma quantia estimada em R$ 6,3 bilhões. A investigação foca em como os valores eram subtraídos dos aposentados e pensionistas do INSS.

Defesa nega participação e atribui responsabilidade a associações

Em setembro de 2025, durante depoimento à CPMI do INSS, Antônio Carlos Camilo Antunes negou qualquer participação no esquema criminoso. Ele classificou sua prisão preventiva como uma “medida extremamente grave, baseada em premissa absolutamente equivocada”.

O empresário afirmou que sua empresa prestava serviços a associações, com foco no aposentado associado, mas sem qualquer controle ou responsabilidade sobre os descontos em benefícios previdenciários. Segundo ele, esses descontos eram realizados diretamente pelas associações.

“Caso algum aposentado tenha sofrido descontos indevidos, a responsabilidade a ser apurada recai sobre as associações que eventualmente promoveram a inclusão dessas pessoas em seus quadros associativos e sem a devida anuência — jamais sobre a minha empresa, que se limitava à prestação de serviços contratados por tais entidades”, declarou Antunes na ocasião.

Decisão do STF reforça a manutenção da prisão

A decisão do ministro André Mendonça em manter a prisão preventiva do “Careca do INSS” reforça os indícios levantados pela investigação. O entendimento do STF indica que há elementos suficientes para justificar a continuidade da custódia do empresário.

A manutenção da prisão preventiva visa, conforme o entendimento do ministro, evitar a reincidência criminal e garantir que as investigações em curso não sejam prejudicadas. O caso segue sob análise da Justiça Federal.

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