STF Rejeita Acusações e Minimiza Ataques, Ligando-os a Tentativas Criminosas de Descredibilizar a Corte
O Supremo Tribunal Federal (STF) rompeu o silêncio diante de uma onda de denúncias que atingiram seus ministros, especialmente após reportagens veicularem uma suposta reunião entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Em nota oficial, a secretaria de comunicação da Corte **negou veementemente a realização desse encontro**.
A manifestação do STF classificou as publicações como parte de um “padrão criminoso de ataques desqualificados contra os integrantes do STF”. Essa declaração surge em meio a um conjunto de matérias que apontavam possíveis relações entre autoridades judiciais e figuras ligadas ao caso Master, investigado pela Polícia Federal por suspeitas de fraudes financeiras.
Esta foi a primeira vez que o STF se pronunciou oficialmente sobre o tema desde o início das denúncias, demonstrando uma postura firme contra o que considera ser uma orquestração de desinformação e ataques à instituição. A nota busca **esclarecer fatos e reafirmar a integridade de seus membros** diante da opinião pública e das investigações em curso. Conforme informação divulgada pelo STF, a corte se posicionou contra as acusações.
PT Afasta Governo de Escândalo do Banco Master e Critica CPI
Em paralelo às declarações do STF, o líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), afirmou que o escândalo envolvendo o Banco Master **não deve atingir o governo Lula**. Ele expressou confiança de que o caso não comprometerá o momento político favorável da gestão, especialmente no período pré-eleitoral.
Guimarães ressaltou que a investigação do Banco Master é conduzida pelo Banco Central e pela Polícia Federal, distanciando-a de uma responsabilidade direta do Executivo federal. Embora reconheça que o escândalo “possa atingir outras esferas da República”, ele considera improvável uma repercussão significativa na administração federal.
O deputado petista também se manifestou contrário à instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o caso. Segundo Guimarães, se depender de sua atuação, o colegiado não será formado, pois acredita que CPIs devem ser acionadas apenas quando os órgãos de investigação falham em seu papel. A posição do PT sinaliza uma estratégia de **conter o avanço de investigações parlamentares** que poderiam gerar instabilidade política.
Moraes Arquiva Denúncia Contra Autores da “Vaza Toga” Após Parecer da PGR
Em outra frente, o ministro Alexandre de Moraes decidiu arquivar uma ação movida pela jornalista Letícia Sallorenzo de Freitas contra os jornalistas David Ágape e Eli Vieira, e o ex-assessor Eduardo Tagliaferro, responsáveis pela plataforma “Vaza Toga”. Moraes acatou o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A PGR concluiu que **não existem indícios mínimos de crime** que justifiquem uma investigação criminal no âmbito do STF. A jornalista alegava ter sido vítima de uma campanha de ataques e difamações associadas às publicações da “Vaza Toga”, que divulgaram mensagens vazadas de assessores ligados a Moraes no STF e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A representação argumentava que o conteúdo vazado prejudicou a imagem profissional da jornalista. Contudo, a PGR entendeu que os fatos se referem principalmente a **possíveis crimes contra a honra**, que devem ser tratados pelas vias cível e criminal comuns, sem a necessidade de intervenção da Corte Suprema. O arquivamento reforça a posição do STF em delegar questões de menor complexidade a instâncias judiciais adequadas.