PF adia depoimentos cruciais sobre o caso Master-BRB: Advogados alegam falta de acesso a provas

PF adia depoimentos cruciais sobre o caso Master-BRB: Advogados alegam falta de acesso a provas

Resumo

PF adia depoimentos cruciais sobre o caso Master-BRB: Advogados alegam falta de acesso a provas

A Polícia Federal adiou, nesta terça-feira (27), os depoimentos de três investigados no inquérito que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo os negócios do Banco Master com o Banco de Brasília (BRB). A decisão ocorreu após as defesas alegarem falta de acesso aos autos da investigação.

A medida suspendeu as oitivas de Robério Cesar Bonfim Mangueira, ex-superintendente do BRB, Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio do Banco Master, e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio da instituição. Apenas Luiz Antonio Bull, ex-diretor do Master, foi ouvido entre os agendados para o dia.

Conforme informação divulgada pela Polícia Federal, a investigação apura suspeitas de irregularidades na tentativa de venda do Banco Master ao BRB, além da venda de carteiras de crédito sem lastro, no valor de R$ 12,2 bilhões, ao banco estatal. Estes negócios foram o estopim da Operação Compliance Zero, que posteriormente foi ampliada para abranger outros crimes atribuídos ao banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Master, e pessoas ligadas a ele.

Defesas alegam cerceamento de defesa e pedem acesso integral às provas

As defesas de Robério Cesar Bonfim Mangueira, Ângelo Antônio Ribeiro da Silva e Augusto Ferreira Lima argumentaram que a falta de acesso integral ao conteúdo do inquérito inviabilizaria a prestação de depoimentos neste momento. Com isso, uma nova data para as oitivas será marcada pela Polícia Federal.

O advogado de Luiz Antonio Bull, Augusto Botelho, afirmou que seu cliente “sempre esteve e continuará à disposição das autoridades” e respondeu “absolutamente todas as perguntas” para colaborar com as investigações. Bull foi o único dos investigados com depoimento confirmado para o dia.

Outros depoimentos adiados e o silêncio de um executivo do Master

Na véspera, a autoridade ouviu Dario Oswaldo Garcia Júnior, diretor de Finanças e Controladoria do BRB. Já Alberto Felix de Oliveira, superintendente-executivo de Tesouraria do Master, optou por permanecer em silêncio.

Os depoimentos de André Felipe de Oliveira Seixas Maia, ex-funcionário do Master e diretor da Tirreno (empresa que gerou créditos de dívidas revendidos ao BRB), e de Henrique Souza e Silva Peretto, proprietário formal da Tirreno, também foram adiados. A justificativa foi a mesma: falta de acesso integral às provas.

Caso tramita em sigilo no STF e envolve suspeitas de crimes financeiros graves

O caso agora tramita em sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF), sob a relatoria do ministro Dias Toffoli. Entre os supostos crimes investigados estão gestão fraudulenta de instituição financeira, uso de informação privilegiada, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.

A atuação de Toffoli no processo tem sido alvo de críticas, após apurações indicarem o envolvimento de dois de seus irmãos com fundos de investimento ligados ao Banco Master. Além disso, o ministro apareceu em imagens com um empresário e um banqueiro, e viajou a Lima, no Peru, acompanhado de um advogado de um dos alvos da investigação.

Tags:

Notícias todos os dias!

De domingo a domingo, as notícias que você não pode perder em seu e-mail.

Veja também