Embaixadas e empresas estrangeiras em Cuba estão em alerta máximo, revisando planos de contingência e evacuação diante do aumento da pressão dos Estados Unidos sobre o regime. A deterioração das condições internas na ilha, marcada por apagões, escassez de combustível e colapso econômico, agrava a apreensão.
Acompanhando com atenção a crescente tensão geopolítica no Caribe, missões diplomáticas e filiais de empresas internacionais em Havana intensificaram a atualização de seus planos de emergência. A instabilidade interna em Cuba, somada às ameaças diretas dos EUA contra o governo comunista, gerou um clima de preocupação que motivou essas revisões.
Relatos indicam que ao menos uma dezena de países europeus e latino-americanos confirmou, sob condição de anonimato, estar atualizando seus protocolos de evacuação e listas de cidadãos residentes na ilha. Em alguns casos, contatos diretos foram estabelecidos com nacionais para verificar dados pessoais e logísticos, demonstrando a seriedade com que a situação está sendo tratada.
O setor privado também reavalia suas operações. Filiais de multinacionais relatam à agência EFE que a incerteza geopolítica e o agravamento da crise econômica, especialmente com os apagões prolongados e a falta de combustíveis, levam a uma reavaliação estratégica junto às sedes. A possibilidade de uma intervenção militar americana, mesmo que limitada, é um dos fatores que pesam nessa análise.
Unilever Evacua Famílias de Funcionários Estrangeiros em Cuba
Um exemplo notório dessa preocupação é a multinacional britânica Unilever. Segundo fontes próximas à companhia, a empresa já teria procedido com a evacuação das famílias de seus funcionários estrangeiros que atuam em Cuba. Embora a empresa não tenha comentado oficialmente o assunto, a ação sinaliza um cenário de alerta elevado.
EUA Intensificam Declarações Ameaçadoras Contra Regime Cubano
As ações de revisão de planos ocorrem em um contexto de declarações cada vez mais contundentes por parte de autoridades americanas. O subsecretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, expressou o desejo de que “os cubanos possam exercer suas liberdades fundamentais” ainda este ano, uma clara referência a um possível processo de mudança de regime.
Anteriormente, o presidente Donald Trump já havia declarado que Cuba estaria “à beira de cair”, após o bloqueio do fornecimento de petróleo venezuelano. Essas falas aumentam a apreensão em Havana e reforçam a necessidade de preparação por parte das representações estrangeiras.
Marco Rubio Sugere Preocupação para Quem Estiver em Havana
Após a captura do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro por forças americanas, o secretário de Estado Marco Rubio comentou sobre a situação em Cuba. Em uma coletiva ao lado de Trump, ele afirmou que, se estivesse em Havana, “estaria preocupado, ainda que um pouco”. Essa declaração adiciona mais um elemento de incerteza e reforça o clima de alerta.
A combinação de crise econômica interna, apagões frequentes, escassez de recursos básicos e a pressão diplomática e retórica dos Estados Unidos criou um cenário complexo para as embaixadas e empresas estrangeiras em Cuba, que seguem atentamente os desdobramentos e preparam-se para diferentes eventualidades.