Departamento de Justiça dos EUA divulga massiva quantidade de documentos sobre Jeffrey Epstein
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) anunciou nesta sexta-feira (30) a publicação de aproximadamente **3 milhões de páginas e milhares de documentos** relacionados ao falecido financista Jeffrey Epstein. As informações divulgadas incluem cerca de **180 mil imagens**, e o órgão afirmou que nenhuma delas foi censurada.
A medida atende às exigências da lei que determina a divulgação de todos os documentos federais pertinentes ao caso do milionário, que enfrentou acusações de tráfico sexual de menores de idade. Epstein, que se suicidou na prisão em 2019, possuía conexões com figuras públicas proeminentes, incluindo o ex-presidente Donald Trump e Bill Clinton, ambos sem acusação de crimes relacionados ao caso.
A divulgação visa a permitir que a população conheça os detalhes dos crimes cometidos por Epstein, condenado por pagar por sexo com uma menor e aguardando julgamento por acusações mais graves. Conforme informado pelo procurador-geral adjunto, Todd Blanche, em Washington, esta nova rodada de publicações eleva o total de páginas divulgadas para cerca de 3,5 milhões, cumprindo a lei aprovada pelo Congresso.
Cumprimento da Lei de Transparência e Debates Políticos
A divulgação ocorre após meses de trocas de acusações entre o governo e o Congresso sobre a lentidão e a opacidade na liberação dos arquivos. A Lei de Transparência dos Arquivos de Epstein estabeleceu o dia 19 de dezembro como prazo final para a publicação integral dos documentos, o que não ocorreu nessa data.
Todd Blanche reconheceu que alguns documentos permanecerão fora do domínio público, mas sempre em conformidade com a lei. Esta permissão abrange informações pessoais e privadas de vítimas, imagens de pornografia infantil, e arquivos ligados a investigações judiciais ativas. Ele ressaltou que nenhum arquivo será classificado ou redigido por motivos de segurança nacional ou assuntos externos.
Laços com Figuras Públicas e Negativas de Proteção
Durante décadas, Epstein manteve relações de amizade com ex-mandatários e funcionários de alto escalão, e esteve envolvido em atividades de inteligência ou influência. O governo Trump e o DOJ enfrentaram críticas de congressistas desde fevereiro do ano passado, quando a procuradora-geral Pam Bondi mencionou a revisão da “lista de clientes” de Epstein.
Documentos divulgados anteriormente pelos herdeiros de Epstein sugeriam uma amizade com Donald Trump desde os anos 80 até meados dos anos 2000. No entanto, o ex-presidente republicano negou esses laços, apontando para a amizade do financista com personalidades do círculo democrata. Blanche afirmou que não há proteção a ninguém, e que a “sede por informações sobre este caso não é satisfeita com a publicação dos documentos”.