X classifica operação na França como “teatro policial” e ação abusiva com motivação política
A rede social X, anteriormente conhecida como Twitter, classificou nesta terça-feira (3) a operação conduzida por autoridades francesas em seu escritório em Paris como um “teatro policial” e uma ação abusiva. A empresa alega que a medida teve motivação política e não visou cumprir objetivos legítimos de aplicação da lei.
Segundo um comunicado oficial divulgado pela plataforma, a investigação, conduzida pelo Ministério Público de Paris, foca em supostas “manipulação de algoritmos e extração fraudulenta de dados”. O X nega veementemente qualquer irregularidade e contesta a fundamentação das acusações.
A empresa também aponta que a ampla divulgação da operação pela Procuradoria de Paris caracteriza uma “ação simbólica” para pressionar a alta administração do X nos Estados Unidos. Segundo o X, o foco da investigação na subsidiária francesa e em funcionários locais seria uma estratégia para atingir a liderança da empresa.
Autoridades francesas teriam ignorado mecanismos internacionais para obtenção de provas
A plataforma de Elon Musk afirmou que as autoridades francesas desconsideraram “mecanismos processuais internacionais amplamente utilizados para a obtenção de provas em investigações transnacionais”. De acordo com o X, essa conduta representa uma violação ao direito de defesa da empresa.
Em sua manifestação, o X declarou que a operação realizada distorce a lei francesa, contorna o devido processo legal e ameaça a liberdade de expressão. A empresa reafirmou seu compromisso em defender seus “direitos fundamentais e os de seus usuários” e declarou que “não será intimidada pelas ações das autoridades judiciais francesas”.
Investigação apura irregularidades no funcionamento da plataforma e do modelo de IA Grok
A manifestação do X ocorre após o Ministério Público francês confirmar a realização da operação. O inquérito investiga possíveis irregularidades no funcionamento da plataforma e de seu modelo de inteligência artificial, o Grok.
As autoridades informaram que o proprietário da rede social, Elon Musk, foi intimado a comparecer à Justiça francesa para prestar esclarecimentos, assim como outros executivos da empresa.