José de Abreu anuncia pré-candidatura ao PT com foto de prisão na ditadura: 'Meu passado me condena'

José de Abreu anuncia pré-candidatura ao PT com foto de prisão na ditadura: ‘Meu passado me condena’

Resumo

José de Abreu lança pré-candidatura pelo PT e choca ao usar foto de prisão na ditadura

O ator José de Abreu agitou as redes sociais ao anunciar sua pré-candidatura a deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT). A declaração veio acompanhada de uma imagem marcante: uma foto de sua prisão durante a ditadura militar, em 1968.

A publicação, feita em sua conta na rede social X (antigo Twitter), gerou grande repercussão. Abreu, conhecido por suas posições firmes e debates públicos em defesa de pautas progressistas, usou a imagem histórica com um toque de humor, escrevendo: “Meu passado me condena, rsrs! Vem novidade por aí!”.

A iniciativa de trazer o ator para a política partiu de Washington Quaquá, uma figura influente no PT fluminense, que postou uma foto ao lado de Abreu, definindo-o como um “grande amigo”. Esta não é a primeira vez que José de Abreu flerta com a política, mas ele já desistiu de candidaturas no passado, alegando a necessidade de focar em sua carreira artística. Conforme divulgado, em 2019, ele chegou a se declarar presidente do Brasil de forma jocosa, em referência à crise política na Venezuela.

O histórico combativo de José de Abreu

José de Abreu possui um histórico de confrontos, muitos deles motivados por divergências políticas. Um dos episódios mais notórios ocorreu em abril de 2016, quando o ator cuspiu em um casal em um restaurante japonês na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, após supostas provocações políticas. Na época, ele se desculpou, atribuindo o ato a estar “de cabeça quente”.

O ator também se envolveu em polêmicas envolvendo o judiciário e a imprensa. Ele chegou a defender o fechamento da Folha de S.Paulo por Alexandre de Moraes, foi condenado a indenizar o jornalista Mario Sabino e, em uma peça teatral, teria “dado cacetadas” em políticos. No campo artístico, o ator teve desentendimentos com colegas como Maria Zilda, que o acusou de ter “mau hálito”, e Murilo Rosa, resultando em processos judiciais.

A lista de embates de José de Abreu, frequentemente ligados a questões políticas, inclui nomes como Glória Perez, a quem o ator comparou ao assassino de sua filha, Guilherme de Pádua, por compartilharem o mesmo espectro político.

A foto da prisão: um marco da ditadura

A imagem que acompanhou o anúncio de José de Abreu remonta ao 30º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), realizado em Ibiúna, São Paulo, em outubro de 1968. Naquele período, com 22 anos e estudante de Direito na PUC-SP, Abreu foi um dos cerca de 700 estudantes e militantes de esquerda detidos.

A prisão ocorreu em um contexto de forte repressão política no Brasil. José de Abreu foi levado ao DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) em São Paulo. Ele permaneceu preso, sem processo formal, por um mês no Presídio Tiradentes e mais dois meses no extinto Carandiru, marcando um período sombrio da história brasileira e que agora o ator resgata em sua incursão política.

Tags:

Notícias todos os dias!

De domingo a domingo, as notícias que você não pode perder em seu e-mail.

Veja também