ACM Neto critica chapa pura do PT ao Senado e acusa traição ao PSD, citando crise com Rui Costa e Jaques Wagner
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, fez fortes críticas à articulação do PT para lançar uma chapa pura ao Senado Federal na Bahia. A estratégia petista visa garantir as duas vagas com os nomes do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do atual senador Jaques Wagner (PT-BA).
Segundo ACM Neto, a decisão do PT representa uma traição ao senador Ângelo Coronel (PSD-BA). Ele argumenta que Coronel teria o direito de buscar a reeleição na chapa governista, após anos de serviço ao estado, incluindo passagens como presidente da Assembleia Legislativa e senador. A retirada de Coronel da disputa, na visão do líder do União Brasil, seria para favorecer uma “chapa da panelinha”.
As declarações foram feitas durante o carnaval de Salvador, onde ACM Neto também ironizou o evento de aniversário de 46 anos do PT, realizado na capital baiana. Ele sugeriu que o presidente Lula não saiu satisfeito da sua visita ao estado, diante do que considerou um “público limitado”, e que a escolha de Salvador para a comemoração não foi aleatória.
Ângelo Coronel fora do PSD e busca por nova sigla
Em meio às críticas de ACM Neto, o senador Ângelo Coronel de fato se vê em uma posição delicada. Ele teria sido informado pelo presidente do PSD baiano, senador Otto Alencar, que sua permanência no partido seria “insustentável”, após ter sido retirado de funções partidárias. Coronel agora busca uma nova legenda para disputar as próximas eleições.
Disputa pelo Senado e cenário eleitoral na Bahia
A corrida pelas duas vagas no Senado na Bahia promete ser disputada. Além de Rui Costa e Jaques Wagner, outros nomes já se apresentam como pré-candidatos, incluindo o ex-ministro da Cidadania João Roma (PL), o deputado Márcio Marinho (Republicanos) e o ex-deputado federal Aroldo Cedraz (sem partido).
ACM Neto mira o governo estadual em 2026
No cenário estadual, ACM Neto se prepara para disputar o governo da Bahia contra o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT). A disputa também deve contar com outros candidatos, como José Carlos Aleluia (Novo) e Kleber Rosa (PSOL), evidenciando um cenário político polarizado no estado.
PSD e sua força no governo federal
Apesar do impasse na Bahia, o PSD mantém uma participação relevante no governo federal. Atualmente, a legenda conta com três ministros: Carlos Fávaro, da Agricultura e Pecuária; Alexandre Silveira, de Minas e Energia; e André de Paula, da Pesca e Aquicultura, demonstrando a força do partido em Brasília.