Flávio Dino determina: Leila Pereira deve comparecer à CPMI do INSS, negando fuga à convocação
A presidente do Palmeiras e da Crefisa, Leila Pereira, terá que depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS. A decisão partiu do ministro Flávio Dino, que negou o pedido para que a empresária se livrasse da convocação. A Crefisa, empresa de Leila Pereira, é alvo de investigações por supostas irregularidades em operações de crédito consignado com aposentados e pensionistas.
Apesar de não poder evitar o depoimento, Leila Pereira tem o direito de escolher a data para sua oitiva, embora o compromisso esteja inicialmente marcado para esta sexta-feira. Ela também está resguardada contra condução coercitiva, medida que obriga o comparecimento físico. A expectativa é que o depoimento de Pereira possa trazer informações relevantes para as investigações sobre as fraudes no INSS.
A intervenção de Dino no caso, que inicialmente caberia ao relator das investigações sobre fraudes, André Mendonça, gerou questionamentos sobre a interferência do Supremo Tribunal Federal (STF) nas atividades da CPMI. A situação de Leila Pereira é um dos pontos de atenção na CPI, que busca esclarecer esquemas que podem ter lesado milhares de beneficiários do INSS.
Fundador da Reag nega ilegalidades e Ibaneis Rocha se vê em situação delicada
Em outro desdobramento, o fundador da Reag, João Carlos Mansur, compareceu à CPI do Crime Organizado. A Reag, empresa já liquidada com ligações com Daniel Vorcaro e o Banco Master, é investigada por supostas operações ilícitas. Mansur negou veementemente qualquer irregularidade, afirmando que a empresa apenas realizava operações financeiras entre entidades.
Quem parece se complicar na investigação é o governador de Brasília, Ibaneis Rocha. Seu escritório de advocacia possuía uma negociação de R$ 38,2 milhões com a Reag, relacionada à venda de honorários de sindicatos que tinham precatórios a receber do governo federal. A contratação do renomado advogado Kakay por Ibaneis sugere um cenário de desespero.
Kakay alega que Ibaneis Rocha está afastado de seu escritório desde 2018, quando assumiu o governo. No entanto, a justificativa levanta dúvidas, pois é incomum que um proprietário de escritório de advocacia se desligue completamente de suas atividades, especialmente sem acompanhar a situação financeira da empresa.
“Consultoria” se torna palavra-chave para justificar pagamentos milionários
O nome de ACM Neto também surgiu em conexão com a Reag. A empresa de consultoria que ele mantém com sua esposa, a A&M Consultoria, recebeu R$ 3,6 milhões entre 2023 e 2024 por serviços prestados ao Banco Master e à Reag. ACM Neto confirmou a prestação dos serviços de consultoria, um termo que, segundo a reportagem, parece ter se tornado um “mágica” para justificar pagamentos expressivos.
A prática de usar o termo “consultoria” para justificar repasses financeiros tem sido recorrente em investigações, levantando suspeitas sobre a real natureza dessas transações e a origem dos recursos. A facilidade com que “consultorias” parecem gerar vultuosas somas de dinheiro chama a atenção.
Mais sigilos quebrados e diretores do Banco Central convocados no escândalo do Master
A CPI do Crime Organizado avançou em suas investigações ao quebrar os sigilos do cunhado de Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, e de um indivíduo conhecido como “Sicário”, falecido recentemente. Além disso, a comissão convocou dois diretores do Banco Central que estariam supostamente auxiliando Vorcaro.
A CPI também solicitou à Anac informações sobre os usuários do jatinho Legacy de Vorcaro, indicando uma busca por conexões e movimentações financeiras suspeitas. A expectativa é que novas revelações surjam a partir dessas diligências, aprofundando o escândalo envolvendo o Banco Master.
Erika Hilton é eleita presidente da Comissão de Direitos da Mulher na Câmara
Em um marco histórico, Erika Hilton foi eleita presidente da Comissão de Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. Ela obteve 11 dos 21 votos, superando a outra candidata. Hilton celebrou a conquista, destacando ser a primeira mulher trans a presidir a comissão.
A eleição de Erika Hilton representa um avanço significativo na representatividade dentro do legislativo brasileiro, abrindo espaço para discussões e pautas importantes para os direitos das mulheres e da comunidade LGBTQIA+.