PF prende homem suspeito de lavar dinheiro para o Master e com conexão com o PCC em São Paulo
A Polícia Federal realizou, nesta sexta-feira (27), a prisão de um homem de 50 anos em São Paulo, suspeito de **lavagem de dinheiro** para o extinto Banco Master. A operação, com apoio da Polícia Militar paulista, aponta para **conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC)**.
Segundo fontes ligadas à investigação, o indivíduo possuía um mandado de prisão temporária em aberto, expedido pela Justiça Federal de São Paulo. Ele é considerado o **elo de ligação** entre o banco e a facção criminosa, de acordo com as apurações iniciais.
Durante a ação em sua residência, foram apreendidos diversos materiais que podem auxiliar nas investigações, incluindo telefones celulares, computadores e documentos. A prisão é um desdobramento das operações que já investigam irregularidades no sistema financeiro e o envolvimento de figuras ligadas ao crime organizado. Conforme informações divulgadas pela Gazeta do Povo, o homem pode responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e irregularidades no Sistema Financeiro Nacional (SFN).
Gestora Reag: O ponto de conexão entre Master e PCC
Até o momento, as investigações não apontam conexões diretas entre o Banco Master e o PCC, com exceção da gestora de investimentos **Reag**. As apurações indicam que a Reag possuía ligações tanto com a instituição bancária quanto com a facção criminosa. Essa conexão se tornou clara nas operações Compliance Zero e Carbono Oculto.
Na operação Carbono Oculto, a gestora Reag administrava fundos de investimentos do PCC, com recursos provenientes de um esquema de **fraudes de combustíveis**. Após a descoberta do envolvimento com o Banco Master, o Banco Central determinou a liquidação da Reag, evidenciando a gravidade das irregularidades.
Delações premiadas e a busca por acordos judiciais
Nas últimas semanas, o banqueiro **Daniel Vorcaro** iniciou negociações para um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. O objetivo é colaborar com informações sobre a estrutura e os beneficiários de supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, buscando a redução de eventuais penas.
O cunhado de Vorcaro, **Fabiano Zettel**, apontado como operador financeiro e seu braço-direito, também demonstrou interesse em colaborar. Ele trocou sua equipe de defesa por advogados com experiência em delações, sinalizando a intenção de formalizar um acordo em breve. Acredita-se que Zettel possa corroborar os relatos de Vorcaro e detalhar o funcionamento do esquema.
Obstáculos e receios nas homologações das delações
Apesar dos avanços nas negociações de delação premiada, existe o receio de que a homologação das informações enfrente barreiras na Procuradoria-Geral da República (PGR) e no Supremo Tribunal Federal (STF). No caso da PGR, o procurador-geral Paulo Gonet já demonstrou oposição ao mandado de prisão de Vorcaro em uma fase anterior da operação.
No STF, o temor é que o envolvimento de ministros, como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, possa **atrasar o andamento das delações**. A complexidade do caso e as figuras envolvidas indicam que as investigações sobre o Banco Master e suas conexões com o crime organizado ainda prometem novos desdobramentos.