Irã lança nova onda de ataques contra EUA e Israel no Oriente Médio
A Guarda Revolucionária do Irã informou neste domingo (29) ter iniciado uma nova fase de ataques com mísseis e drones direcionados a alvos de Israel e bases dos Estados Unidos na região do Oriente Médio. A ação faz parte da chamada “Operação Promessa Verdadeira 4”, que, segundo o comunicado, está se desenvolvendo em “múltiplas etapas”.
As primeiras ações visaram infraestruturas de operações aéreas e de drones, além de arsenais localizados em bases americanas no Iraque (Camp Victory), Kuwait (Arifjan) e Arábia Saudita (Al Kharj). O Irã alega ter atacado “com precisão os esconderijos” de americanos, israelenses e de grupos curdos iraquianos em diversas zonas de Israel, Iraque, Bahrein e Emirados Árabes Unidos.
A ação ocorre em um momento de tensões elevadas e conversas indiretas entre Washington e Teerã, com a mediação do Paquistão, e após o recente envio de tropas americanas para o Oriente Médio. Autoridades iranianas emitiram severas advertências contra qualquer possível incursão terrestre no país, prometendo retaliações contundentes.
Destruição de AWACS americano e feridos em ataques anteriores
Horas antes do anúncio da nova onda de ataques, a Guarda Revolucionária já havia declarado a destruição de um avião de controle e vigilância aérea americano, um E-3 AWACS, em um ataque com mísseis contra a base aérea de Al-Kharj, na Arábia Saudita. Segundo a agência “Fars”, outras aeronaves nas proximidades também teriam sofrido graves danos.
Esta alegação surge após um incidente na última sexta-feira (27), quando, segundo autoridades americanas, pelo menos 12 militares dos EUA ficaram feridos em um ataque iraniano contra a mesma base de Al Kharj, com dois deles em estado grave. Contudo, o Exército dos Estados Unidos desmentiu declarações anteriores do Irã sobre ataques a instalações americanas em Dubai, que teriam resultado na morte de 500 pessoas.
Irã adverte contra incursão terrestre e promete “fim da guerra”
O presidente do Parlamento iraniano, Mohamad Baqer Qalibaf, acusou os Estados Unidos de planejar um ataque terrestre “em segredo”, apesar de discursos públicos sobre negociações. Ele declarou que o Irã está “esperando” a chegada de militares americanos, em um tom desafiador.
Em linha com essa postura, o porta-voz do Quartel-General Central de Khatam-al Anbiya alertou que qualquer ataque terrestre dos EUA resultaria na “captura humilhante” de suas tropas, que seriam “alimento para os tubarões do Golfo Pérsico”. O general Amirhosein Shafiei, comandante do Quartel Noroeste do Exército Terrestre, ameaçou “decapitar cada um dos soldados americanos”, afirmando que a “nação iraniana determinará o fim da guerra”.