Nikolas Ferreira pressiona Davi Alcolumbre por análise de veto à dosimetria e levanta suspeitas sobre CPI do Banco Master
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) intensificou a cobrança ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), nesta quinta-feira (2), exigindo a convocação de uma sessão do Congresso Nacional para analisar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto de lei da dosimetria.
Ferreira classificou a **demora de Alcolumbre como uma grave omissão** diante de um cenário que ele descreve como uma “urgência humanitária”, argumentando que diversas famílias estariam sendo prejudicadas por penas consideradas “absurdas e desproporcionais”.
As declarações foram feitas em um vídeo divulgado nas redes sociais, onde o parlamentar fez um **alerta direto a Alcolumbre**, afirmando que a persistência na omissão revelaria a verdadeira postura do senador perante o país. As informações foram divulgadas pelo próprio deputado federal. Conforme apuração, o PL da dosimetria visa reduzir penas de envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nikolas Ferreira aponta suposto acordo para adiar análise de veto e instalação da CPMI do Banco Master
Em sua argumentação, Nikolas Ferreira atribuiu a **lentidão na análise do veto ao PL da dosimetria** aos desdobramentos da investigação envolvendo o Banco Master. Segundo o deputado, Alcolumbre estaria, na visão dele, segurando a sessão do Congresso para evitar a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do Banco Master.
“E aqui fica interessante, se o presidente Davi Alcolumbre pautar uma sessão do Congresso, ele não vai ter que lidar só com a dosimetria, ele vai ter que ler o requerimento da CPMI do Banco Master e essa leitura é justamente a etapa necessária para instalar a comissão”, declarou Ferreira, detalhando o que considera ser a manobra.
O deputado federal ressaltou a **gravidade do escândalo do Banco Master**, descrevendo-o como um caso que “já respinga em figuras poderosas da República”, alcançando esferas políticas, institucionais e até mesmo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ferreira acusou Alcolumbre de “se curvar a outro poder” e de **ignorar a vontade da maioria do Congresso Nacional**. Ele argumentou que tal atitude enfraquece a representatividade dos eleitos, uma vez que senadores e deputados foram escolhidos pelo voto popular, e não por poderes sem representação popular direta.
Alcolumbre nega acordo e critica acusações sobre veto da dosimetria e CPI do Master
Em resposta às acusações, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, negou veementemente qualquer tipo de acordo para barrar a CPI do Banco Master em troca da derrubada do veto ao projeto da dosimetria. A declaração ocorreu no dia 18 de março, quando Alcolumbre rebateu o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que havia feito alegações semelhantes.
“Estamos vivendo tantas agressões e, nesse caso, tantas mentiras que estou impossibilitado de a todo instante responder ataques de pessoas que se acham no direito de inventar qualquer coisa”, afirmou o senador. Alcolumbre chegou a classificar a prática de mentir reiteradamente como “mitomania”, direcionando a crítica ao ex-deputado federal e presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
Na ocasião, Alcolumbre reiterou que **nunca tratou sobre o tema com o dirigente do PL** e informou que não há previsão para que o Congresso Nacional analise o veto ao PL da dosimetria. A posição do presidente do Senado indica que a questão permanece em aberto, sem datas definidas para deliberação.