Oposição Declara "Guerra" ao STF e Acusa Alcolumbre de "Covardia" Após Pedido de Indiciamento de Ministros

Oposição Declara “Guerra” ao STF e Acusa Alcolumbre de “Covardia” Após Pedido de Indiciamento de Ministros

Resumo

Oposição eleva o tom contra o STF, fala em “guerra” e critica “covardia” de Alcolumbre

A oposição no Congresso Nacional elevou o tom de suas críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (15), acusando a Corte de declarar “guerra” ao Legislativo. A tensão se intensificou após o relatório da CPI do Crime Organizado pedir o indiciamento dos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli.

Em meio ao embate, parlamentares da oposição cobraram um posicionamento mais contundente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em defesa das prerrogativas do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da comissão e autor do parecer que foi rejeitado pelo colegiado.

O senador Vieira, em um apelo direto a Alcolumbre durante a sessão, questionou a postura da Casa: “Qual será a postura da Casa? Será que o Congresso e o Senado têm que se rebaixar tanto ao ponto de tolerar esse tipo de ameaça? Isso aqui não é lugar de covardia. Esse cargo exige que a gente tenha coragem para fazer enfrentamentos”, declarou o relator da CPI.

Alcolumbre oferece apoio jurídico, mas é criticado por “covardia”

Em resposta às cobranças, Davi Alcolumbre afirmou que deixará a Advocacia do Senado à disposição dos parlamentares. No entanto, a medida não arrefeceu os ânimos da oposição. Em entrevista coletiva, integrantes do grupo classificaram a atuação do presidente do Senado como “covardia”.

“A única pessoa que deveria estar aqui neste momento chama-se Davi Alcolumbre, o covarde que é presidente do Congresso Nacional. Ele não faz o seu trabalho e não defende os parlamentares do Brasil”, disparou o deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP).

O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto (PL-PB), ecoou o sentimento, afirmando que os integrantes da Corte agem como se estivessem “acima de tudo e de todos”. Ele apontou que o ministro Gilmar Mendes, em particular, “ameaçou diretamente um senador da República”.

Ministros do STF reagem a pedido de indiciamento e acusações

O ministro Gilmar Mendes, decano do STF, considerou o pedido de indiciamento da CPI como um desafio. “Cada qual reage de uma forma a esse tipo de contingência. Alguns enfrentam. Eu — como sabem — adoro ser desafiado. Lá no meu Mato Grosso dizem: ‘Não me convide para dançar, que eu posso aceitar’. Adoro ser desafiado, me divirto com isso”, disse durante a sessão da Segunda Turma.

Por outro lado, o ministro Dias Toffoli considerou o parecer um ataque às instituições com o objetivo de “obter voto”. Ele defendeu a punição do senador Alessandro Vieira, afirmando: “Não podemos deixar de nos furtar a cassar eleitoralmente aqueles que abusaram, atacando instituições para obter voto e conspurcar o voto do eleitor. É disso que se trata quando surge um relatório aventureiro como esse”.

Oposição promete enfrentamento e critica postura de Gilmar Mendes

Para Gilberto, os ministros do STF atuam em “conluio contra a direita brasileira”, pois deveriam “respeitar a independência dos poderes e as prerrogativas parlamentares”. Ele questionou a postura de Gilmar Mendes: “O ministro Gilmar ameaçou diretamente o senador. ‘Não me chame para dançar, eu sei dançar’. Isso é postura para ministro da Suprema Corte?”.

O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) declarou que, apesar de ter “relações pessoais com os ministros”, a instituição da Suprema Corte “não se confunde com ministros que precisam ser investigados”. Ele enfatizou: “Se o ministro Gilmar Mendes acha que vai intimidar o Parlamento, não vai intimidar… Se o ministro gosta de dançar, nós também gostamos e vamos enfrentar”.

STF é acusado de “declarar guerra” ao Congresso

A deputada Bia Kicis (PL-DF) também criticou a atuação do STF, afirmando que ministros da Corte “não podem avançar no campo da política”. Ela reiterou a obrigação de Alcolumbre em defender as prerrogativas do senador Vieira e concluiu: “O STF está declarando guerra ao Congresso Nacional”. A oposição sinaliza um confronto direto com o Judiciário, em um cenário de crescente tensão institucional.

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