Associação aciona STF para anular votação do Senado que rejeitou Jorge Messias para cargo vitalício

Associação aciona STF para anular votação do Senado que rejeitou Jorge Messias para cargo vitalício

Resumo

Associação pede ao STF anulação de votação do Senado que rejeitou nome de Jorge Messias

A Associação Civitas para Cidadania e Cultura entrou com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (5) para anular a sessão do Senado que impediu a nomeação de Jorge Messias para um cargo importante. A entidade argumenta que houve irregularidades no processo.

Segundo a Civitas, a votação no Senado não refletiu a vontade real dos parlamentares, mas sim uma manipulação. A associação classifica o ocorrido como um “simulacro institucional” e aponta para um “desvio de finalidade” na condução do processo legislativo.

O ministro Luiz Fux foi o relator sorteado para analisar a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 1324) apresentada pela entidade. A Civitas busca a suspensão imediata da votação e a realização de uma nova deliberação, desta vez, nominal. A informação é da fonte original do conteúdo.

Pedido de Liminar e Argumentos da Civitas

A associação pede uma medida liminar para suspender imediatamente os efeitos da decisão que rejeitou Messias. Além disso, solicita a declaração de nulidade absoluta da sessão e que o Senado seja obrigado a realizar uma nova votação. A Civitas defende que a nova deliberação seja nominal, diferentemente da votação secreta utilizada atualmente para a análise de indicações de autoridades.

“A manutenção de um ato eivado de vício de vontade, sob o pretexto de ‘autonomia parlamentar’, seria chancelar o arbítrio e permitir que a composição do STF seja refém de acertos de bastidores, conchavos em detrimento da transparência e da moralidade que devem reger a República”, afirmou a Civitas em seu pedido.

Previsão de Alcolumbre Levanta Suspeitas

Um ponto central na argumentação da Civitas é uma fala do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que teria antecipado o resultado da votação. Momentos antes do anúncio oficial, Alcolumbre respondeu a um questionamento do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), dizendo: “Acho que ele vai perder por oito”.

Jorge Messias precisava de, no mínimo, 41 votos favoráveis para ser aprovado, mas obteve apenas 34, contra 42 votos contrários. Para a entidade, a declaração de Alcolumbre comprova que o resultado foi objeto de um “ajuste prévio entre parlamentares”, o que esvaziaria o caráter deliberativo do plenário.

Contraste entre Aprovação Técnica e Rejeição Política

A ADPF também destaca a aparente incompatibilidade entre a “aprovação técnica” de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde sua “reputação ilibada” e “notável saber jurídico” foram atestados após oito horas de sabatina, e a posterior “rejeição política” em plenário. O pedido enviado ao STF sugere que o Senado não buscou fiscalizar requisitos constitucionais, mas sim exercer um “veto ideolôgico e punitivo” contra um quadro técnico do Poder Executivo.

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