USS Gerald R. Ford conclui missão recorde e retorna aos EUA após atuações decisivas na Venezuela e Irã
O maior porta-aviões do mundo, o nuclear USS Gerald R. Ford, encerrou neste sábado (16) sua impressionante missão de 11 meses, retornando à base naval de Norfolk, Virgínia. A embarcação esteve envolvida em operações cruciais para os Estados Unidos, incluindo ações na Venezuela e no Irã, em um período que se tornou a mais longa missão operacional de um porta-aviões americano desde o fim da Guerra do Vietnã.
A jornada do Gerald R. Ford, que começou em junho de 2025 com planos de navegação pacífica pelo Mediterrâneo e Mar do Norte, foi drasticamente alterada em outubro. A ordem para o deslocamento ao Caribe veio em resposta à crescente tensão com o regime venezuelano, culminando na participação direta na operação que levou à captura do ditador Nicolás Maduro.
Após sua atuação na Venezuela, o porta-aviões foi direcionado para o Oriente Médio em fevereiro, integrando o esforço militar dos EUA no conflito em curso com o Irã. Essa mudança estratégica demonstrou a flexibilidade e a capacidade de resposta rápida da frota americana em cenários globais complexos. Os detalhes sobre estas missões foram divulgados pelo jornal O Globo, citando informações da Marinha dos EUA.
Missões que marcaram época
O grupo de ataque do USS Gerald R. Ford navegou mais de 57,7 mil milhas náuticas, realizou 23 reabastecimentos em alto mar e acumulou mais de 5,7 mil horas de voo. A ala aérea embarcada foi responsável por mais de 12,2 mil lançamentos de aeronaves, evidenciando a intensa atividade operacional durante a missão. O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, elogiou a tripulação em Norfolk, afirmando: “Por quase um ano, vocês mantiveram a linha por nossa nação”.
Desafios e reconhecimento
Apesar do sucesso operacional, a longa missão não foi isenta de desafios. Relatos da CNN e da Associated Press (AP) apontam para incidentes como um incêndio a bordo e falhas recorrentes no sistema de encanamento. Tais contratempos levantaram questionamentos sobre o desgaste da tripulação e da embarcação. No entanto, a performance do Gerald R. Ford nas missões da Venezuela e Irã foi reconhecida com a Presidential Unit Citation, a mais alta condecoração militar concedida a uma unidade americana.
Mensagem de força
O secretário Hegseth destacou o significado das operações do porta-aviões: “Ninguém se compara ao USS Ford. Ninguém se compara às Forças Armadas dos Estados Unidos”. A declaração reforça a posição de poderio militar que os EUA buscam projetar globalmente, utilizando embarcações como o Gerald R. Ford como símbolos dessa capacidade.
O futuro do USS Gerald R. Ford
O retorno do maior porta-aviões do mundo marca o fim de um ciclo operacional extenuante, mas também abre caminho para futuras missões. A embarcação, com sua tecnologia avançada e capacidade de projeção de poder, continuará a ser um elemento central na estratégia de defesa e segurança dos Estados Unidos em um cenário internacional cada vez mais volátil.