Caso Master: PF encerra 1º dia de depoimentos sem ouvir investigados chave sobre compra de ativos pelo BRB

Caso Master: PF encerra 1º dia de depoimentos sem ouvir investigados chave sobre compra de ativos pelo BRB

Resumo

PF avança em investigação sobre compra de ativos do Banco Master pelo BRB, mas adia depoimentos cruciais

A Polícia Federal iniciou uma nova fase de depoimentos nesta segunda-feira (26) no âmbito da investigação sobre a controversa compra de ativos do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). O caso, que gerou a Operação Compliance Zero após o veto do Banco Central à negociação, apura suspeitas de **gestão fraudulenta, uso de informação privilegiada, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro**.

A expectativa inicial era ouvir quatro pessoas ao longo do dia. No entanto, as defesas de dois dos investigados conseguiram adiar suas oitivas, alegando falta de acesso integral às provas. A PF busca esclarecer os detalhes da operação que visava a venda do Banco Master ao BRB, um negócio que não obteve aprovação regulatória.

O caso, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sob relatoria do ministro Dias Toffoli, segue com oitiva de outros envolvidos nesta terça-feira (27). A investigação busca desvendar as complexas teias de negociações e possíveis irregularidades que permearam a tentativa de aquisição.

Diretor do BRB é ouvido, enquanto proprietário da Tirreno opta pelo silêncio

O primeiro a prestar depoimento foi Dario Oswaldo Garcia Júnior, diretor de Finanções e Controladoria do BRB. Ele respondeu às perguntas dos investigadores da Polícia Federal. Garcia Júnior havia sido afastado do cargo na primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025. O conteúdo de seu depoimento, contudo, não foi divulgado devido ao **sigilo processual** que envolve o caso.

Em contrapartida, Alberto Felix de Oliveira, superintendente-executivo de Tesouraria do Master, exerceu seu direito constitucional e optou por permanecer em silêncio. A decisão de não produzir prova contra si mesmo é um direito garantido a todos os investigados.

O adiamento e as razões por trás da decisão

As oitivas de André Felipe de Oliveira Seixas Maia, ex-funcionário do Master e diretor da Tirreno, e de Henrique Souza e Silva Peretto, proprietário formal da Tirreno, foram adiadas. A Tirreno é uma empresa que gerou créditos de dívidas que foram posteriormente revendidos ao BRB. A defesa dos dois executivos argumentou que **não teve acesso integral às provas** que embasam a investigação, o que motivou o pedido de adiamento. Ainda não há uma nova data definida para a realização desses depoimentos cruciais.

Mais investigados serão ouvidos pela PF

A Polícia Federal planeja ouvir mais quatro investigados nesta terça-feira (27), dando continuidade à coleta de depoimentos. A expectativa é que novas informações surjam para auxiliar na elucidação das suspeitas de irregularidades na tentativa de venda do Banco Master ao Banco de Brasília. A investigação segue em andamento, com o objetivo de esclarecer todos os fatos e responsabilidades.

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