Chefe de Gabinete do Reino Unido Renuncia Após Revelações Chocantes do Caso Epstein, Premier em Apuros

Chefe de Gabinete do Reino Unido Renuncia Após Revelações Chocantes do Caso Epstein, Premier em Apuros

Resumo

Morgan McSweeney, peça-chave na ascensão de Keir Starmer, deixa o cargo em meio a escândalo Epstein.

O chefe de gabinete do primeiro-ministro britânico, Morgan McSweeney, anunciou sua renúncia neste domingo (8). A decisão surge após novas revelações sobre o caso Jeffrey Epstein, que o envolvem na nomeação de Peter Mandelson para embaixador nos Estados Unidos.

Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça americano conectam Mandelson, ex-ministro e ex-comissário europeu, a ligações de longa data com o financista e pedófilo condenado Jeffrey Epstein. A situação gerou forte pressão sobre McSweeney, considerado o arquiteto da vitória eleitoral de Starmer em 2024.

“A decisão de nomear Peter Mandelson foi equivocada. Prejudicou nosso partido, nosso país e a confiança na própria política”, declarou McSweeney em comunicado, assumindo total responsabilidade por ter aconselhado o primeiro-ministro a fazer a nomeação. Conforme informações divulgadas, a renúncia foi exigida por correligionários e por políticos de diversas legendas.

Pressão crescente e investigações em andamento

Nos últimos dias, deputados trabalhistas expressaram publicamente a necessidade da demissão de McSweeney, a quem atribuem um “erro catastrófico” ao defender a nomeação de Mandelson. A polícia investiga se o ex-ministro vazou informações confidenciais do governo trabalhista de Gordon Brown para Epstein em 2009.

A polêmica se estendeu a Keir Starmer. O Partido Nacional Escocês (SNP) e o Partido Verde, além de outros políticos, pediram a renúncia do premier. Uma pesquisa do instituto Opinium revelou que 55% dos britânicos acreditam que Starmer deveria renunciar.

Premier admite conhecimento e lamenta nomeação

Na quarta-feira (4), o próprio primeiro-ministro britânico admitiu ter conhecimento das ligações de Peter Mandelson com Jeffrey Epstein quando o indicou para o cargo diplomático em Washington. Starmer declarou, segundo o jornal The Guardian, que Mandelson “mentiu repetidamente à minha equipe quando questionado sobre sua relação com Epstein”.

O premier expressou arrependimento pela nomeação, afirmando que, se soubesse dos fatos que vieram à tona posteriormente, Mandelson “nunca teria chegado perto do governo”. A saída de McSweeney é vista por Downing Street como uma tentativa de proteger Starmer da crise.

McSweeney foca na reconstrução da confiança pública

Em seu comunicado, Morgan McSweeney reafirmou seu apoio ao primeiro-ministro e declarou que continuará trabalhando para “reconstruir a confiança, restaurar os padrões públicos e servir ao Reino Unido”. Ele também reconheceu a necessidade de aprimorar os processos de seleção para cargos públicos.

McSweeney finalizou seu pronunciamento pedindo que se lembre, acima de tudo, das vítimas de Jeffrey Epstein, que morreu na prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico de menores. A crise expõe fragilidades na política britânica e levanta questões sobre a idoneidade em nomeações de alto escalão.

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