Damares Alves critica política externa de Lula e aponta riscos eleitorais pela proximidade com ditadores
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) fez fortes críticas à política externa do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente em relação aos conflitos no Irã e na Ucrânia. Segundo a senadora, a postura do Itamaraty, descrita por ela como uma “notinha água com açúcar falando de paz”, representa uma escolha clara pelo lado da opressão.
Alves argumenta que a omissão do Brasil em questões cruciais, como o sequestro de crianças ucranianas pela Rússia e a repressão no Irã, sinaliza um apoio velado a regimes autoritários. Ela acredita que essa abordagem, ao invés de buscar um caminho neutro, posiciona o Brasil ao lado de “opressores e ditadores sanguinários”.
A senadora expressou preocupação com a neutralidade defendida pelo governo, afirmando que “não existe neutralidade” e que a omissão configura um posicionamento. Damares Alves declarou que pretende **lembrar o povo brasileiro deste momento** e que o **elemento moral da política externa de Lula pesará na eleição deste ano**, como relatado na exposição fotográfica sobre a guerra na Ucrânia, promovida pela Polônia no Senado.
Exposição em Brasília expõe crimes de guerra e resiliência ucraniana
A declaração de Damares Alves ocorreu durante a abertura de uma exposição fotográfica no Senado, organizada pelo governo da Polônia. A mostra, intitulada “Invasão da Ucrânia pela Rússia”, apresenta o trabalho do fotógrafo polonês Wojciech Grzędziński e documenta os crimes cometidos pela Rússia e o cotidiano da população ucraniana durante a invasão.
O embaixador da Polônia, Andrzej Cieszkowski, destacou a importância do evento como um **gesto de solidariedade com a Ucrânia** e uma forma de apresentar a realidade do conflito. Ele ressaltou que a exposição, uma iniciativa conjunta com a embaixada da Ucrânia, visa expor o sofrimento civil e a resistência do povo ucraniano.
Brasil se absteve em votação crucial na ONU sobre a Ucrânia
A senadora Damares Alves citou o fato de o Brasil ter se **abstido em uma votação na Assembleia Geral da ONU** no último dia 24, que pedia o fim da invasão russa na Ucrânia. Para ela, essa abstenção demonstra uma falta de posicionamento firme contra a agressão, alinhando o país a uma postura que ela considera favorável ao opressor.
Alves também mencionou a situação no Irã, onde o regime fundamentalista islâmico é acusado de **matar cerca de 7 mil pessoas em protestos** entre dezembro e janeiro. A senadora critica a falta de uma condenação enérgica por parte do governo brasileiro diante de tais violações de direitos humanos.
Impacto eleitoral da política externa é a principal preocupação de Damares
A senadora Damares Alves acredita que a **postura do governo em relação a ditadores e regimes opressores** terá consequências diretas nas próximas eleições. Ela enfatizou que a **moralidade da política externa** será um fator decisivo para o eleitorado brasileiro, que, segundo ela, não aprova o apoio a regimes autoritários.
“Eu vou fazer questão de lembrar o povo brasileiro deste momento”, afirmou Alves, reiterando seu compromisso em trazer à tona as questões de política externa que, em sua opinião, podem influenciar o resultado eleitoral. A exposição no Senado serve como um palco para reforçar essa mensagem.
Embaixada da Ucrânia reforça laços com a Polônia e condena invasão russa
O chefe da embaixada da Ucrânia, Oleg Vlasenko, presente no evento, destacou a **solidariedade entre Ucrânia e Polônia** e o apoio sem precedentes que seu país tem recebido. Ele ressaltou que a exposição no Parlamento brasileiro reafirma o compromisso com a verdade, a memória e a defesa do direito internacional.
Vlasenko reiterou a condenação à invasão em larga escala da Rússia, enfatizando que a Polônia tem sido uma aliada fundamental desde os primeiros dias do conflito. A exposição, segundo ele, é uma forma de mostrar a realidade da guerra e o sofrimento do povo ucraniano, especialmente das crianças.