Governo Lula enfrenta alta desaprovação estável em 52%, aponta pesquisa recente
A administração do presidente Lula registra um alto índice de desaprovação, mantendo-se em 52% entre os brasileiros. Este patamar é o mais elevado desde agosto de 2025, segundo os dados divulgados pelo Instituto Paraná Pesquisas.
A pesquisa, realizada entre os dias 25 e 28 de março de 2026, ouviu 2.080 pessoas e indicou que a aprovação do governo oscilou negativamente, caindo para 44,6%. A margem de erro do estudo é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
A percepção negativa sobre o governo se reflete nas avaliações individuais. A soma das classificações “Ruim” e “Péssima” atinge 45,2%, com a categoria “Péssima” isoladamente chegando a 37,0%. Em contrapartida, apenas 31,7% consideram o governo “Ótimo” ou “Bom”.
Resistência do governo é maior entre homens e com ensino superior
A desaprovação do governo Lula é mais acentuada em determinados grupos demográficos. Entre os homens, o índice de reprovação chega a 56,9%. Já eleitores com ensino superior também demonstram maior resistência, com 58,3% de desaprovação.
Regionalmente, a região Sul do país apresenta o maior percentual de desaprovação, alcançando 62,5%. Em contraste, o Nordeste continua sendo a principal base de apoio do governo, com 55,0% de aprovação.
Avaliação “Péssima” é o destaque negativo individual
Ao detalhar as opiniões, a categoria “Péssima” emerge como o principal ponto de insatisfação individual em relação à administração federal. Este dado reforça a intensidade da percepção negativa por parte de uma parcela significativa da população.
A pesquisa, registrada no TSE sob o nº BR-00873/2026, foi contratada e divulgada pelo próprio Instituto Paraná Pesquisas, consolidando as informações sobre o cenário político atual.
Aprovação varia conforme perfil socioeconômico e geográfico
Os dados coletados pelo Paraná Pesquisas evidenciam uma clara diferença na aprovação do governo Lula, que se mostra dependente do perfil socioeconômico e geográfico dos entrevistados. Essa disparidade regional e social aponta para desafios específicos na comunicação e na percepção das políticas públicas.
Enquanto algumas regiões e grupos demonstram maior apoio, outros apresentam forte resistência, o que exige do governo estratégias direcionadas para reverter ou, ao menos, mitigar essa desaprovação. A pesquisa completa está disponível para consulta.