Embaixador Brasileiro na ONU Repudia Ação dos EUA na Venezuela: "Fins Não Justificam Meios"

Embaixador Brasileiro na ONU Repudia Ação dos EUA na Venezuela: “Fins Não Justificam Meios”

Resumo

Brasil condena intervenção dos EUA na Venezuela e defende soberania do país

O embaixador do Brasil nas Nações Unidas (ONU), Sérgio Danese, manifestou nesta segunda-feira (5) uma forte repulsa à ação americana na Venezuela, alinhando-se ao discurso diplomático do governo brasileiro. Em uma reunião emergencial do Conselho de Segurança da entidade, Danese declarou que o argumento de que “os fins justificam os meios” é inaceitável.

Segundo o embaixador, as regras que norteiam a convivência entre os Estados são universais e obrigatórias, não permitindo exceções baseadas em interesses ideológicos, geopolíticos, políticos, econômicos ou de qualquer outra natureza. Ele enfatizou que a exploração de recursos naturais ou econômicos não pode servir de justificativa para o uso da força ou para a mudança ilegal de governo.

A posição brasileira reafirma a condenação à ação que culminou na prisão de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Danese alertou que o princípio de que o fim justifica os meios abre precedentes perigosos, concedendo aos mais fortes o poder de definir o que é justo ou injusto. Essa declaração foi feita após o presidente Lula já ter classificado a ação americana como “inaceitável” no sábado anterior. O Brasil, embora não seja membro do Conselho de Segurança atualmente, solicitou o direito de se manifestar sobre o assunto.

Intervenções armadas e soberania em debate na ONU

O representante brasileiro na ONU sublinhou que intervenções armadas que atentam contra a soberania, a integridade territorial ou as instituições de um país devem ser veementemente condenadas. A soberania, segundo Danese, precisa ser defendida em todas as circunstâncias. Ele ressaltou a importância de o Conselho de Segurança reagir com clareza e respeito ao direito internacional.

O objetivo, conforme o embaixador, é evitar que a “lei da força se sobreponha à força da lei”. O Brasil defende firmemente que o futuro da Venezuela deve ser decidido pelo próprio povo venezuelano, sem qualquer tipo de ingerência externa e em estrita conformidade com os princípios do direito internacional. A reunião na ONU busca discutir a legalidade do ataque realizado pelos EUA e a subsequente prisão de Maduro, que permanece detido e pode enfrentar acusações de narcoterrorismo, com potencial para prisão perpétua e confisco de bens.

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