Escândalo na UFPR: Polícia investiga "bolão do estupro" contra alunas de Medicina; grupo apostava em quem violentaria estudantes

Escândalo na UFPR: Polícia investiga “bolão do estupro” contra alunas de Medicina; grupo apostava em quem violentaria estudantes

Resumo

Polícia Civil apura grave denúncia de “bolão do estupro” contra estudantes de Medicina da UFPR

Um caso chocante abalou a comunidade acadêmica da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A Polícia Civil investiga uma denúncia de que um grupo de homens estaria organizando um “bolão” para apostar em qual deles conseguiria violentar primeiro alunas do curso de Medicina da instituição.

A denúncia partiu do centro acadêmico do curso, o Danc, que recebeu relatos de ameaças e perseguição contra as estudantes. Segundo as informações, os suspeitos teriam se identificado como estudantes da UFPR nas conversas analisadas, intensificando o medo e a insegurança entre as jovens.

Diante da gravidade da situação, o Danc se reuniu com a reitoria da UFPR para discutir medidas de combate ao assédio e à violência. A universidade afirmou que, caso o vínculo dos suspeitos com a instituição seja confirmado, eles serão expulsos e responderão à polícia. Conforme informação divulgada pelo Danc e pela UFPR, todas as medidas serão tomadas com seriedade e respeito aos procedimentos formais.

Vítima procurou centro acadêmico e relatou ameaças

A vítima que denunciou as ameaças procurou o Danc para relatar a perseguição e as mensagens intimidatórias. Seu nome foi mantido em sigilo para garantir sua segurança. A jovem teria sido alvo de um grupo que, segundo a denúncia, promovia um “bolão do estupro” envolvendo estudantes da UFPR.

O diretório acadêmico recomendou que as estudantes redobrem a cautela ao circular pelo campus, especialmente em horários de menor movimento. A orientação inclui andar em grupos e ter atenção redobrada em festas universitárias, locais onde a estudante teria sido especificamente perseguida.

UFPR reforça segurança e promete punição severa

Em resposta à denúncia, a UFPR informou que já intensificou a iluminação em diversas áreas do campus e aumentou a presença de segurança particular. O reitor da universidade, professor Marcos Sunye, destacou que o combate ao assédio e à violência é uma prioridade da gestão.

“Nós temos tomado várias medidas no sentido de combater o assédio, de combater a violência, de combater o feminicídio. Isso é uma grande prioridade da nossa gestão”, declarou o reitor. Ele garantiu que todas as denúncias recebidas estão sendo apuradas com o máximo rigor.

Investigação policial busca confirmar vínculo dos suspeitos com a UFPR

A Polícia Civil iniciou as investigações para apurar a veracidade das denúncias e identificar os responsáveis. A confirmação do vínculo dos suspeitos com a UFPR é um ponto crucial, pois, se comprovado, além das sanções criminais, eles enfrentarão a expulsão da universidade. A reitoria reiterou o compromisso em tomar todas as providências necessárias para garantir um ambiente seguro e respeitoso para todas as estudantes.

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