Fachin defende decisões de Moraes na Itália após Justiça italiana apontar parcialidade em caso Zambelli

Fachin defende decisões de Moraes na Itália após Justiça italiana apontar parcialidade em caso Zambelli

Resumo

STF defende Alexandre de Moraes e contesta Justiça italiana sobre parcialidade em caso de ex-deputada

O Supremo Tribunal Federal (STF) veio a público nesta sexta-feira (12) para defender a atuação do ministro Alexandre de Moraes no julgamento da ex-deputada Carla Zambelli. A Corte se manifestou por meio de uma nota oficial, após a justiça da Itália cancelar o pedido de extradição da brasileira, citando a suposta parcialidade do magistrado brasileiro.

A decisão italiana, cujo teor foi divulgado nesta quinta-feira (11), apontou a parcialidade de Moraes como um dos motivos para anular a extradição. A Corte de Cassação italiana entendeu que Zambelli não teve o direito a um julgamento imparcial no Brasil, uma garantia prevista em convenções europeias e na jurisprudência italiana.

Em resposta, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, assinou a nota oficial reafirmando que o processo ocorreu com estrita observância à Constituição, ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa. A manifestação do STF, conforme divulgado pela Corte, busca defender a jurisdição brasileira e a autoridade das decisões judiciais regularmente proferidas, conforme informação divulgada pelo próprio STF.

STF se diz preocupado com decisão italiana e reafirma cooperação

Na nota oficial, o STF declarou acompanhar com preocupação os termos da decisão italiana. O Supremo ressaltou que o Brasil tem agido com deferência aos outros países em seus pedidos de extradição, demonstrando compromisso com os acordos internacionais dos quais é signatário. A Corte enfatizou a importância da cooperação jurídica entre os países.

Caso Carla Zambelli e os motivos da decisão italiana

A justiça italiana, ao cancelar a extradição de Carla Zambelli, fundamentou sua decisão na alegada parcialidade do ministro Alexandre de Moraes. A Corte Italiana de Cassação argumentou que os requisitos de imparcialidade e distanciamento do juiz são garantias fundamentais do direito de defesa, essenciais para a equidade do processo. A decisão italiana citou que tais garantias não se limitam à jurisprudência italiana, mas também estão presentes em convenções europeias.

Entenda o processo no Brasil e a posição do STF

No Brasil, a Procuradoria-Geral da República ofereceu denúncia contra a ex-parlamentar pelos crimes de invasão a dispositivo informático e falsidade ideológica. A denúncia foi recebida por unanimidade pela Primeira Turma do STF, que referendou as decisões monocráticas do ministro Alexandre de Moraes. Após a instrução processual, a ação penal foi julgada integralmente procedente pela turma, que também afastou, por decisão colegiada, a alegação de suspeição suscitada pela defesa.

Defesa da jurisdição brasileira é dever do STF

O Supremo Tribunal Federal, em sua nota, concluiu reafirmando que a defesa da jurisdição brasileira, da autoridade das decisões judiciais e da independência do Poder Judiciário são deveres constitucionais irrenunciáveis da Corte. A posição do STF busca reforçar a autonomia e a validade de seus próprios julgamentos diante de questionamentos externos, especialmente em casos de cooperação internacional.

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