Família de "Sicário" denuncia silêncio do Estado sobre morte na PF e exige acesso a provas

Família de “Sicário” denuncia silêncio do Estado sobre morte na PF e exige acesso a provas

Resumo

Família de “Sicário” denuncia silêncio do Estado sobre morte na PF e exige acesso a provas

A família de Luiz Phillipi Machado de Morais Mourão, conhecido como “Sicário”, denunciou a falta de transparência por parte de órgãos como a Polícia Federal, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Instituto Médico Legal (IML) em relação à sua morte, ocorrida em março de 2026. Segundo os parentes, a comunicação oficial sobre o falecimento foi inexistente, e a notícia chegou até eles apenas através da imprensa.

Luiz Phillipi, de 43 anos, estava preso preventivamente no contexto das investigações do caso Master. Ele era acusado de integrar uma suposta “milícia privada” ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, com o objetivo de silenciar opositores. O apelido “Sicário”, que remete a assassino de aluguel, é negado pela família, que afirma que ele tinha um amplo convívio social e não se envolvia com crimes violentos.

A principal reclamação da defesa reside na dificuldade em obter informações concretas sobre a causa da morte. O IML de Minas Gerais ainda não teria disponibilizado a conclusão oficial, e a Polícia Federal e o STF estariam negando o acesso a imagens de segurança e a partes cruciais do inquérito. Sem esses elementos, a família alega que a investigação carece de transparência, conforme informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo.

Desconhecimento da Família sobre o Falecimento

De acordo com o advogado Vicente Salgueiro, os familiares de Luiz Phillipi Mourão **não receberam nenhuma comunicação formal** da Polícia Federal sobre o óbito. A notícia do falecimento, ocorrido em 6 de março de 2026, após ser encaminhado ao Hospital João XXIII em Belo Horizonte, só foi conhecida através de jornais. O sepultamento ocorreu dois dias depois, em 8 de março, com a presença de amigos próximos.

Reclamações sobre Laudo do IML e Câmeras de Segurança

A defesa de Mourão aponta o **IML de Minas Gerais como responsável por não disponibilizar a conclusão oficial sobre a causa da morte**. Além disso, a **Polícia Federal e o STF estariam impedindo o acesso às imagens de segurança** da sede da PF, bem como a partes importantes do inquérito. A família considera que a ausência desses dados técnicos compromete a lisura da investigação e a busca pela verdade.

Versão Oficial e Exigências da Defesa

A versão extraoficialmente divulgada pela unidade prisional aponta para uma **tentativa de suicídio** nas dependências da sede da PF em Belo Horizonte, antes do encaminhamento ao hospital. No entanto, os advogados de Luiz Phillipi Mourão ressaltam que **qualquer falha na vigilância ou segurança sob custódia do Estado deve ser rigorosamente investigada**, com a devida responsabilização, caso comprovada.

Busca por Limpar o Nome Após a Morte

Embora a lei brasileira não preveja a absolvição póstuma, encerrando o processo criminal com o falecimento do acusado, a família de Luiz Phillipi Mourão busca acesso às provas da operação “Compliance Zero”. O objetivo é **limpar o nome e a honra de Mourão**, argumentando que rotulá-lo como assassino profissional sem apresentar provas concretas constitui uma ofensa à sua memória. A família reitera que a falta de transparência por parte das autoridades agrava a situação e dificulta a reconstituição dos fatos.

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