Febraban apoia o Banco Central na liquidação do Will Bank e reforça a importância da atuação regulatória para a segurança do sistema financeiro.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou um comunicado oficial defendendo a atuação do Banco Central do Brasil. A entidade ressaltou que o órgão regulador possui o mandato e o dever de agir para garantir a resiliência do sistema financeiro nacional.
O posicionamento da Febraban surge em resposta à recente decisão do Banco Central de decretar a liquidação extrajudicial do Will Bank. Esta instituição é controlada pelo Banco Master, que também foi alvo da mesma medida. Membros do Banco Master estão sob investigação por suposta fraude na emissão de crédito.
A Febraban considera a liquidação uma medida legítima e um pilar essencial para a regulação e a estabilidade financeira. Instituições que chegam a esse ponto são consideradas incapazes de manter suas atividades de forma sustentável.
Caso Master: Uma série de liquidações e a garantia do FGC aos clientes
A Will S.A. Crédito, Financiamento e Investimento representa a sexta instituição financeira a ter sua liquidação determinada no contexto das apurações envolvendo o Banco Master. O processo de intervenção teve início em novembro de 2025, coincidindo com a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, proprietário do Master, pela Polícia Federal.
Atualmente, o inquérito está sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, no Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado tem sido alvo de questionamentos por decisões consideradas atípicas dentro do processo, como a escolha de peritos e a forma de armazenamento de provas.
As investigações recentes também envolvem a esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, que atua como advogada em um processo no STF em defesa do Banco Master contra o empresário Nelson Tanure.
Impacto para clientes e funcionários do Will Bank
Com a liquidação do Will Bank, aproximadamente 12 milhões de clientes e 1,1 mil funcionários aguardam definições sobre seus futuros. O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) tem a responsabilidade de ressarcir os clientes que possuíam investimentos ativos na instituição financeira até a data da decretação da liquidação.
A atuação do Banco Central, neste caso, reforça seu papel de guardião da estabilidade do sistema financeiro brasileiro, protegendo os depositantes e investidores contra riscos sistêmicos e fraudes.