Flávio Bolsonaro promete a Netanyahu retomar relações comerciais com Israel em 2027 e critica governo Lula

Flávio Bolsonaro promete a Netanyahu retomar relações comerciais com Israel em 2027 e critica governo Lula

Resumo

Flávio Bolsonaro se compromete com Netanyahu a reaquecer laços comerciais Brasil-Israel a partir de 2027

Em um encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma promessa significativa: a de retomar integralmente as relações comerciais entre Brasil e Israel a partir de 2027, caso seja eleito presidente da República. A declaração foi feita durante a Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, realizada no Knesset, o parlamento israelense.

Flávio Bolsonaro, que participou do evento ao lado de seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), afirmou que as relações comerciais foram “praticamente todas suspensas por questões ideológicas pelo governo brasileiro”. Ele destacou a importância de fortalecer os laços com Israel, considerando o combate ao antissemitismo uma “responsabilidade de todos nós”.

A declaração surge em um contexto de tensões diplomáticas entre o governo brasileiro, liderado pelo presidente Lula (PT), e Israel. Lula tem defendido a criação de um Estado palestino, enquanto Netanyahu busca fortalecer a segurança de Israel. Conforme informação divulgada, o Brasil zerou suas exportações oficiais de petróleo bruto para Israel em 2025, um reflexo dessas divergências.

Acordo Mercosul-Israel e o cenário das exportações

Israel foi o primeiro país fora das Américas a celebrar um acordo comercial com o Mercosul, em 2007. O Brasil exporta para Israel uma gama de commodities, incluindo petróleo, carne bovina, soja e milho. Em contrapartida, o país importa de Israel equipamentos médicos e de defesa. A suspensão de parte desses acordos é vista por Flávio Bolsonaro como um retrocesso.

Eduardo Bolsonaro critica postura do governo Lula

Eduardo Bolsonaro também se manifestou durante o evento, focando nas questões ideológicas que, segundo ele, afetam a relação bilateral. Ele criticou a postura do governo Lula em relação à Aliança Internacional para a Memória do Holocausto, questionando a rejeição à educação sobre o tema no Brasil. “Qualquer pessoa com bússola moral sabe a resposta”, escreveu Eduardo em seu perfil no X.

Lula discute conselho de paz com EUA

Paralelamente, o presidente Lula participou de uma conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na qual foi discutido o convite ao Brasil para integrar um conselho de paz proposto pelo líder americano. Lula expressou o desejo de que o órgão se concentre na guerra em Gaza e inclua um assento para a Palestina, demonstrando uma abordagem diplomática distinta daquela defendida por Flávio Bolsonaro.

Fortalecendo laços e defendendo valores

Flávio Bolsonaro reiterou seu compromisso com Israel, afirmando em suas redes sociais: “Seguimos firmes, fortalecendo laços, defendendo valores e representando o nosso país com respeito e coragem.” A promessa de retomar as relações comerciais em 2027 sinaliza uma potencial mudança na política externa brasileira em relação a Israel, caso a oposição ao atual governo saia vitoriosa nas próximas eleições.

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