Flávio Bolsonaro projeta retorno simbólico e “zerar o jogo” institucional em caso de vitória em 2026
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou um plano ambicioso para uma eventual vitória nas eleições presidenciais de 2026. Em declarações recentes, o parlamentar afirmou que, caso eleito, o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras pessoas que ele considera “perseguidas” subirão a rampa simbólica da posse com ele.
Essa visão de futuro, segundo Flávio Bolsonaro, centra-se na restauração política de seu pai e na reparação para aqueles que, em sua opinião, foram injustiçados pelos eventos de 8 de janeiro de 2023. A sua eventual vitória seria, portanto, um retorno simbólico desse grupo ao centro do poder político.
A proposta inclui o que o senador descreve como um “zerar o jogo” institucional, buscando uma espécie de anistia para os envolvidos nos atos de 2023. Conforme informação divulgada em sua agenda em Porto Alegre, Flávio Bolsonaro declarou: “Se Deus permitir, nós vamos vencer essa eleição no 1º turno. Há projetos tramitando no Congresso Nacional, não é uma anistia, mas é zerar o jogo de verdade, para fazer justiça não só ao presidente Bolsonaro, mas à Débora do Batom”.
Anistia e “zerar o jogo” dependem do Congresso Nacional
O senador detalhou que a possibilidade de perdão aos condenados, como no caso de Débora Rodrigues dos Santos, que cumpre pena de 14 anos, depende da aprovação do Congresso Nacional. Flávio Bolsonaro expressou a esperança de que o receio de alguns parlamentares diminua após as eleições, facilitando a votação de projetos dessa natureza.
“O Congresso entende isso, só que, ainda, uma parte dele tem um certo medo de votar um projeto como esse. Porque claramente não é inconstitucional. A anistia é de competência exclusiva do Congresso Nacional”, afirmou o senador, ressaltando que a medida seria legal e prevista na constituição.
Agenda no Rio Grande do Sul e projeções para o PT
Além das declarações sobre a futura posse e a questão da anistia, Flávio Bolsonaro cumpriu agenda no Rio Grande do Sul para fortalecer a base aliada. Ele apoiou a pré-candidatura de Luciano Zucco (PL-RS) ao governo estadual e as candidaturas de Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Ubiratan Sanderson (PL-RS) ao Senado.
Em um encontro com mulheres, o senador também projetou o enfraquecimento do Partido dos Trabalhadores (PT), afirmando que a legenda se tornará “irrelevante” a partir de 2027. Essa declaração surge em um contexto de pesquisas eleitorais que indicam um cenário de equilíbrio.
Cenário eleitoral e pesquisas apontam empate técnico
A movimentação política de Flávio Bolsonaro ocorre em um momento de acirrada disputa eleitoral. Dados recentes do Datafolha, divulgados neste sábado (11), mostram um empate técnico entre Flávio Bolsonaro e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um possível segundo turno.
Aliados do senador consideram o cenário favorável, especialmente após eventos recentes que, segundo eles, teriam afetado a avaliação do governo entre eleitores conservadores. A promessa de “subir a rampa” com figuras importantes e a articulação para “zerar o jogo” visam consolidar o apoio e atrair eleitores.