Senador Flávio Bolsonaro revela planos para 2026
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou nesta terça-feira (13) que utilizou sua recente agenda oficial nos Estados Unidos com o objetivo de se apresentar como um potencial candidato da direita brasileira para as eleições presidenciais de 2026. As declarações foram feitas após uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
Flávio Bolsonaro explicou que participou de uma série de encontros com lideranças conservadoras e figuras estratégicas da política americana, ao lado do irmão, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O propósito principal, segundo o senador, era “pavimentar” o caminho para uma futura disputa presidencial, buscando fortalecer sua imagem no cenário internacional como um representante da direita.
“O Eduardo me levou a reuniões estratégicas. Elas aconteceram para eu ser apresentado como pré-candidato à presidência do Brasil em 2026”, afirmou o senador. Conforme informação divulgada pelo senador, essas reuniões foram fundamentais para consolidar sua posição como pré-candidato. A estratégia visa também manter a proximidade com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, com quem a relação é descrita como “sólida”, aguardando o “momento certo” para um apoio formal.
Preocupação com a saúde de Jair Bolsonaro
Durante sua fala, Flávio Bolsonaro também expressou profunda preocupação com a saúde física de seu pai, citando a recente queda da cama, que resultou em escoriações no pé e hematomas na cabeça. Ele relatou que o ex-presidente não se lembra exatamente do ocorrido, o que, segundo o senador, evidencia um grande risco caso ele permaneça sozinho.
Essa fragilidade motivou o pedido de prisão domiciliar humanitária, argumentando que Jair Bolsonaro necessita de supervisão constante. Flávio Bolsonaro reconheceu que a equipe médica do sistema prisional tem acesso integral à cela para atendimentos emergenciais, mas classificou as condições atuais como uma forma de “tortura psicológica”.
Condições prisionais e o caso Bolsonaro
O senador descreveu o ambiente carcerário como de “barulho constante” devido ao ar-condicionado, o que estaria afetando a saúde mental e a estabilidade do ex-presidente. Ele mencionou que a Polícia Federal já informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a impossibilidade de resolver essas questões. Jair Bolsonaro foi preso por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, após a identificação de violação de sua tornozeleira eletrônica, o que o ministro interpretou como risco de fuga.
A decisão inicial determinou o fim da prisão domiciliar e a transferência para a Superintendência da PF em Brasília. Posteriormente, o ministro do STF decidiu que Bolsonaro deveria permanecer na unidade da PF para cumprir a pena de 27 anos e três meses imposta pelo tribunal. A legislação brasileira prevê que ex-presidentes cumpram pena em instalações compatíveis com a chamada “sala de Estado-Maior”, um ponto central na discussão sobre as condições de sua detenção.