Gilberto Kassab garante candidatura do PSD à Presidência em 2026 e mira centro político contra Lula e Bolsonaro

Gilberto Kassab garante candidatura do PSD à Presidência em 2026 e mira centro político contra Lula e Bolsonaro

Resumo

Kassab crava candidatura presidencial do PSD em 2026 e aponta espaço para “terceira via”

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, declarou com veemência que a chance de o partido não apresentar um candidato próprio à Presidência da República em 2026 é zero. A afirmação foi feita durante um evento promovido pelo BTG Pactual, onde Kassab detalhou os planos da legenda para as próximas eleições.

A estratégia do PSD é clara: construir uma alternativa robusta para romper a polarização atual entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Kassab acredita que existe um segmento significativo do eleitorado brasileiro que anseia por um nome de centro, com viabilidade eleitoral.

“A chance de o PSD não ter candidato é zero”, ressaltou Kassab, fundamentando sua convicção em pesquisas que indicam um grande número de brasileiros insatisfeitos com o cenário político dominante. Ele argumenta que, quando o eleitor se depara com apenas duas opções, muitos acabam votando “de tapa o nariz”, o que demonstra a existência de um desejo latente por algo diferente.

Definição de candidato presidencial do PSD até abril

Kassab informou que a escolha do nome que representará o PSD na corrida presidencial deverá ocorrer até o dia 15 de abril. Os governadores Ratinho Junior (PR), Ronaldo Caiado (GO) e Eduardo Leite (RS) são os nomes mais cotados e que serão avaliados nesse processo decisório. Ele enfatizou que não há uma “carta marcada” e que a escolha será baseada em critérios políticos e de potencial de vitória.

“Não tem carta marcada. Se o Caiado estiver melhor, será ele”, afirmou o dirigente. A decisão envolverá uma análise abrangente, considerando pesquisas de intenção de voto, perspectivas de crescimento eleitoral e a definição de candidaturas de outros partidos que possam compor alianças.

Críticas ao Congresso e defesa de reformas estruturais

Em seu discurso, Gilberto Kassab também direcionou críticas contundentes ao desempenho do Congresso Nacional. Segundo ele, o Parlamento tem falhado em implementar reformas estruturais essenciais, adiadas por décadas, e não tem respondido às demandas da sociedade.

Kassab citou especificamente a falta de iniciativas para ampliar a transparência, a ausência de debates sobre o voto distrital e o fim das coligações majoritárias como pontos fracos do Legislativo. Ele também criticou a postura do Congresso em relação ao tamanho do Estado, permitindo que o aumento da carga tributária seja a principal ferramenta para viabilizar investimentos.

Ajuste fiscal e aposta em corte de gastos

Na esfera econômica, o presidente do PSD reiterou a defesa de um ajuste fiscal focado no corte de gastos e em uma reforma administrativa, em detrimento do aumento de impostos. Kassab argumentou que o Brasil já possui uma das maiores cargas tributárias do mundo, o que afugenta capital e inibe investimentos.

“O atual governo pensa em arrecadar aumentando tributos, mas o Brasil já tem a maior carga tributária do mundo. Com isso, o capital vai embora e o de fora não vem”, declarou. Para ele, o caminho para o desenvolvimento passa pela reforma do Estado, pelo combate à ineficiência e pela liberação de recursos para investimentos em áreas sociais e de infraestrutura.

Propostas para estabilidade política

Kassab também defendeu a revisão de regras institucionais que regem os tribunais superiores. Ele sugeriu a implementação de uma idade mínima de 60 anos para indicações de ministros e a exigência de uma quarentena para aqueles que deixarem as cortes antes de disputar cargos eletivos, medidas que, segundo ele, contribuiriam para maior estabilidade e previsibilidade no sistema político brasileiro.

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