Gleisi Hoffmann acusa Davi Alcolumbre de ser "inimigo dentro de casa" após derrotas do governo Lula no Congresso

Gleisi Hoffmann acusa Davi Alcolumbre de ser “inimigo dentro de casa” após derrotas do governo Lula no Congresso

Resumo

Gleisi Hoffmann alerta sobre “inimigo dentro de casa” no governo Lula após derrotas no Congresso

A deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) manifestou forte descontentamento com a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em entrevista à GloboNews nesta segunda-feira (4). Hoffmann comparou o comportamento de Alcolumbre ao de um “líder partidário”, alertando para a necessidade de o governo Lula (PT) identificar seus verdadeiros aliados.

A ex-ministra das Relações Institucionais enfatizou que a gestão petista precisa delimitar seu campo de atuação política para evitar surpresas desagradáveis em um cenário de disputa eleitoral. A declaração surge após o governo ter sofrido duas derrotas significativas no Congresso Nacional.

Segundo Hoffmann, a situação atual indica uma entrada em “jogo eleitoral”, o que exige clareza sobre quem são os parceiros confiáveis. A deputada ressaltou que o governo não pode se dar ao luxo de ir para uma disputa eleitoral com “o inimigo dentro de casa”, um cenário que, em sua visão, precisa ser evitado a todo custo. As informações são da GloboNews.

Alcolumbre sob fogo: Acusações de articulação com a oposição

Gleisi Hoffmann acusou Davi Alcolumbre de articular, junto à oposição, especificamente com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a derrota de duas importantes indicações do governo. Entre elas, a nomeação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF) e a derrubada do veto presidencial ao PL da dosimetria.

Questionada diretamente se Alcolumbre seria esse “inimigo” mencionado, a parlamentar ponderou que, caso ele mantenha alianças com Flávio Bolsonaro, não poderá ser considerado um aliado do projeto governista. “Eu não estou falando que ele [Alcolumbre] é um inimigo. Só estou dizendo que o comportamento dele foi errado. Isso resultou numa derrota que é uma derrota contra o Brasil”, declarou Hoffmann.

Ela acrescentou que, se o comportamento de Alcolumbre persistir e ele mantiver alianças com a oposição, “obviamente que ele não vai ser um amigo” do governo. A deputada ressaltou que, embora o governo precise de alianças com o centro para vencer eleições, como em 2022, não pode apoiar aqueles que visam sua derrota futura.

Derrota histórica no Senado e desconstrução de indicado ao STF

O Senado impôs uma derrota histórica ao governo Lula ao rejeitar a indicação de Jorge Messias ao STF. O Senado não barrava um indicado ao STF desde 1894, quando cinco nomes do governo Floriano Peixoto foram rejeitados. Messias precisava de 41 votos favoráveis, mas obteve apenas 34, contra 42 votos contrários.

Após a votação, Jorge Messias relatou ter sido alvo de uma campanha de desgaste nos últimos cinco meses, afirmando que o governo sabe quem foi o responsável por essa articulação. “Passei por cinco meses de desconstrução da minha imagem, toda sorte de mentiras para me desconstruir ocorreu. Nós sabemos quem promoveu tudo isso”, disse Messias.

Congresso derruba veto de Lula e aprova PL da dosimetria

Em outra frente, o Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Lula ao PL da dosimetria. Essa decisão tem como consequência a redução das penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e pela suposta tentativa de golpe de Estado. A derrubada do veto representa mais um revés para a articulação política do governo federal.

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