Governo Lula Lamenta Mortes no Irã, Evita Condenar Regime e Manda Recado a Trump Sobre Soberania Iraniana

Governo Lula Lamenta Mortes no Irã, Evita Condenar Regime e Manda Recado a Trump Sobre Soberania Iraniana

Resumo

Brasil se posiciona sobre crise no Irã e pede respeito à soberania popular diante de tensões internacionais

O governo brasileiro expressou, nesta terça-feira (13), sua preocupação com a evolução das manifestações no Irã, que resultaram em mortes. Em nota oficial, o Itamaraty lamentou as perdas e transmitiu condolências às famílias afetadas, ressaltando a importância da autodeterminação do povo iraniano.

A manifestação do governo Lula surge em um contexto de crescente tensão, com o presidente americano, Donald Trump, anunciando o cancelamento de diálogos com o Irã e prometendo apoio aos manifestantes. O Brasil, por sua vez, optou por uma abordagem diplomática, focando na necessidade de um diálogo pacífico e construtivo entre as partes envolvidas.

A posição brasileira foi divulgada após a divulgação de dados sobre o número de mortos nos protestos. O Ministério das Relações Exteriores afirmou que acompanha a situação de perto e que, até o momento, não há registros de brasileiros feridos ou mortos. Conforme informação divulgada pelo Itamaraty, “cabe apenas aos iranianos decidir, de maneira soberana, sobre o futuro de seu país”.

Brasil insta ao diálogo pacífico e construtivo no Irã

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil declarou que acompanha com apreensão o desenrolar dos protestos no Irã, iniciados em 28 de dezembro. O governo brasileiro lamentou as mortes ocorridas e estendeu suas condolências aos familiares das vítimas. A nota enfatiza que a decisão sobre o futuro do país deve ser exclusivamente dos iranianos.

O Brasil incentivou todas as partes envolvidas a se engajarem em um diálogo pacífico, substantivo e construtivo. A Embaixada do Brasil em Teerã segue atenta às necessidades da comunidade brasileira no Irã, e até o momento, não há informações sobre cidadãos brasileiros mortos ou feridos.

Trump anuncia cancelamento de diálogos e ameaça com sanções

Em contraste com a postura brasileira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o cancelamento de todas as reuniões com funcionários iranianos até que os “assassinatos sem sentido de manifestantes” cessem. Trump também incentivou os manifestantes a continuarem protestando e a tomarem o controle de suas instituições.

Adicionalmente, Trump informou sobre a imposição de uma tarifa de 25% para qualquer país que negocie com o Irã, um dos membros dos Brics, bloco do qual o Brasil faz parte. Essa medida representa uma escalada nas tensões diplomáticas e econômicas entre os EUA e o Irã.

Protestos no Irã e repressão do regime

As manifestações no Irã tiveram início em 28 de dezembro, motivadas inicialmente pela crise econômica, mas evoluíram para protestos contra a República Islâmica e seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. A mobilização tem se espalhado por diversas cidades do país.

Relatos indicam que o acesso à internet e à cobertura telefônica está restrito há dias. Segundo a ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA), que se opõe ao regime iraniano e opera a partir dos Estados Unidos, pelo menos 2 mil pessoas morreram durante os protestos. O regime iraniano anunciou a primeira execução de um manifestante para esta quarta-feira (14).

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