Governo Federal estende o prazo para adesão ao Desenrola 2.0 até o final de agosto
Uma excelente notícia para quem ainda não conseguiu renegociar suas dívidas: o governo federal anunciou a prorrogação do prazo de adesão ao Desenrola 2.0. A medida, que visa auxiliar brasileiros com renda de até cinco salários mínimos, agora se estenderá até o dia 31 de agosto.
O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta terça-feira (28). A oficialização da prorrogação ocorrerá por meio de um ato que será publicado até sexta-feira, último dia da medida provisória que instituiu o programa. A iniciativa busca dar mais fôlego aos consumidores para regularizarem suas pendências financeiras.
Com a extensão, o governo espera alcançar a meta de 10 milhões de beneficiados. Até o momento, mais de 9 milhões de famílias já aderiram ao Desenrola. A medida não demandará novos aportes do Fundo de Garantia de Operações (FGO) e não trará impacto econômico adicional para os cofres públicos, segundo o ministro.
Desenrola 2.0: Um sucesso na renegociação de dívidas
Desde o seu lançamento, o Desenrola 2.0 tem demonstrado resultados expressivos. Conforme informações do Ministério da Fazenda, até o final de junho, o programa já viabilizou mais de R$ 22 bilhões em renegociações, com cerca de 3,6 milhões de acordos firmados. Isso resultou na redução significativa do estoque de dívidas contempladas, que caiu de R$ 22 bilhões para aproximadamente R$ 4 bilhões.
O ministro Dario Durigan destacou a importância do prazo adicional, especialmente para aqueles que planejam utilizar o programa para, posteriormente, se qualificarem para operações de financiamento de veículos, como carros e motos. A regularização das dívidas anteriores pode ser um passo crucial para viabilizar essas novas aquisições.
Condições atrativas para regularização
O Desenrola 2.0 oferece condições vantajosas para a quitação de débitos. As dívidas elegíveis podem ter descontos que variam entre 30% e 90% sobre o valor principal, dependendo do tipo de crédito e do prazo de pagamento escolhido. Além disso, o programa permite o uso de parte do saldo do FGTS ou de um valor fixo, de até R$ 1 mil, para amortizar as dívidas, prevalecendo o maior montante.
Para viabilizar as renegociações, o governo utiliza recursos públicos por meio do Fundo de Garantia de Operações (FGO), que oferece garantias às instituições financeiras em casos de inadimplência dos contratos renegociados. Essa estrutura tem sido fundamental para a adesão das instituições financeiras ao programa.
TCU investiga uso de recursos no Desenrola
Apesar do sucesso do programa, a destinação de recursos públicos para o FGO, no valor de R$ 5,7 bilhões até maio, provenientes de “dinheiro esquecido” em contas bancárias, está sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU). O órgão busca apurar se a utilização desses fundos ocorreu em conformidade com a legislação e se a estrutura adotada pelo governo pode representar um mecanismo de financiamento de políticas públicas fora dos instrumentos orçamentários tradicionais.
O TCU visa garantir a transparência e o controle sobre os custos fiscais da operação, avaliando a regularidade e a legalidade do processo. Até o momento, a investigação não apontou irregularidades formais nem responsabilizou agentes públicos, permanecendo em andamento para uma análise completa dos impactos da utilização do FGO como garantidor das renegociações do Desenrola 2.0.
Quem pode se beneficiar do Desenrola 2.0?
O programa Desenrola 2.0 foi lançado em maio pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o objetivo de facilitar a renegociação de débitos e reduzir o endividamento da população. Podem ser renegociadas dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam em atraso há pelo menos 90 dias, com até dois anos de vencimento. Os débitos elegíveis incluem cartões de crédito, cheque especial e crédito pessoal para trabalhadores com renda mensal de até R$ 8.105.