Escala 6×1: Deputados Kim Kataguiri e Sâmia Bonfim protagonizam bate-boca na CCJ em meio a votação polêmica
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados foi palco de um embate verbal intenso na última quarta-feira (22). Deputados federais Kim Kataguiri (Missão-SP) e Sâmia Bonfim (PSOL-SP) trocaram acusações durante a sessão que aprovou a proposta para o fim da escala de trabalho 6×1.
O clima esquentou quando Kim Kataguiri criticou a medida, classificando-a como um “palanque político populista, demagogo e mentiroso”. Segundo ele, a aprovação do projeto não trará os benefícios prometidos aos trabalhadores, podendo até precarizar ainda mais suas condições.
Sâmia Bonfim rebateu, direcionando suas críticas a políticos que, em sua visão, “nunca trabalharam” e ainda assim se opõem ao fim da escala 6×1. A deputada desafiou Kataguiri a apresentar sua carteira de trabalho assinada com essa escala, insinuando que ele desconhece a realidade de quem a enfrenta diariamente.
Kataguiri acusa PSOL de improdutividade e demagogia
Em resposta às acusações de Sâmia Bonfim, Kim Kataguiri atacou o partido da deputada, o PSOL. Ele rotulou a legenda como um dos “menos produtivos” na Câmara, tanto em barrar projetos ruins quanto em aprovar propostas benéficas.
O deputado paulista defendeu seu posicionamento contra o fim da escala 6×1, argumentando que a medida é puramente eleitoreira e que os trabalhadores só perceberão a falta de resultados após as eleições. Ele enfatizou que a proposta aprovada na CCJ não representa uma solução real.
Sâmia Bonfim questiona quem “nunca trabalhou”
A deputada do PSOL, Sâmia Bonfim, utilizou a tribuna para questionar a postura de alguns parlamentares que se opõem ao fim da escala 6×1. Ela insinuou que esses políticos não possuem experiência prática com o modelo de trabalho em questão.
Bonfim direcionou suas críticas diretamente a Kataguiri, desafiando-o a comprovar sua experiência com a escala 6×1. A declaração gerou um clima de tensão na comissão, evidenciando as divergências ideológicas e de visão sobre as relações de trabalho.
O que muda com o fim da escala 6×1?
A proposta aprovada na CCJ busca alterar as regras da escala 6×1, que permite seis dias de trabalho seguidos por um de descanso. Críticos argumentam que essa modalidade causa fadiga, estresse e prejudica a saúde física e mental dos trabalhadores, especialmente em setores como o varejo e serviços.
A discussão sobre a escala 6×1 reflete um debate mais amplo sobre as condições de trabalho no Brasil. Enquanto alguns defendem a flexibilidade para as empresas, outros priorizam a proteção dos direitos trabalhistas e o bem-estar dos empregados, buscando um equilíbrio entre produtividade e qualidade de vida.