Idoso Ajuíza Ação de Despejo Contra Secretarias da Prefeitura de Campina Grande por Seis Meses de Aluguel Atrasado

Idoso Ajuíza Ação de Despejo Contra Secretarias da Prefeitura de Campina Grande por Seis Meses de Aluguel Atrasado

Resumo

Idoso de 74 anos pede despejo de secretarias da Prefeitura de Campina Grande por atraso de aluguéis; saiba o que diz o município

Um idoso de 74 anos, portador de doenças crônicas e aposentado, entrou com uma ação judicial para solicitar o despejo de duas secretarias da Prefeitura de Campina Grande. As pastas de Administração e Obras ocupam um imóvel de propriedade do idoso localizado no centro da cidade.

O atraso no pagamento do aluguel pelas secretarias já soma seis meses, o que, segundo o proprietário, compromete sua única fonte de renda. Ele afirma ter alugado o imóvel ao município confiando no compromisso institucional, mas agora se vê privado do uso pleno de sua propriedade.

A situação é classificada pelo idoso como “esbulho possessório”, que se refere à ocupação indevida de um bem por quem não tem mais direito sobre ele. O caso foi divulgado após a Prefeitura ter conhecimento formal da ação de despejo pela imprensa. Conforme informação divulgada pelo próprio município, os valores em aberto estão sendo tratados administrativamente e a questão envolve controvérsias contratuais e jurídicas.

Ação judicial e alegações do proprietário

A ação judicial movida pelo idoso argumenta que o contrato de aluguel não foi renovado, mas as secretarias continuam ocupando o imóvel. O proprietário, que depende dessa renda para seu sustento, relata que a permanência do poder público no local configura uma violação à legalidade. Ele destaca a gravidade do ato, pois considera que o próprio Estado, que deveria zelar pela legalidade, estaria agindo como violador.

Posição da Prefeitura de Campina Grande

Em nota oficial, o Secretário de Administração, Diogo Flávio Lyra, esclareceu que o desligamento da energia elétrica no imóvel, ocorrido em 5 de janeiro, foi uma solicitação do proprietário para o cancelamento do contrato de alta tensão, que estava em seu nome. Assim que a concessionária foi informada de que se tratava de um órgão público em funcionamento, o fornecimento foi restabelecido, sem comprometer as atividades.

A Prefeitura informou que, ao tomar conhecimento da tentativa de interrupção das atividades administrativas, expediu uma notificação extrajudicial ao proprietário e adotou as providências administrativas e jurídicas cabíveis para assegurar a continuidade dos serviços públicos. A gestão municipal declarou que só tomou conhecimento formal da ação de despejo pela imprensa e que os débitos estão em tratamento administrativo.

Controvérsias contratuais e jurídicas em debate

A gestão municipal ressalta que a questão transcende a simples existência de débitos, envolvendo controvérsias contratuais e jurídicas, incluindo a vigência do contrato e a legalidade da posse. Essas matérias serão analisadas pelas instâncias competentes. A Prefeitura de Campina Grande reafirma seu compromisso com a legalidade, transparência e, sobretudo, com a continuidade dos serviços públicos prestados à população.

Histórico do caso e próximos passos

O proprietário do imóvel, um aposentado de 74 anos, firmou o contrato com a Prefeitura confiando no compromisso institucional. O imóvel, alugado ao poder público, representava sua principal fonte de renda. A Prefeitura, por sua vez, alega que a situação envolve complexidades jurídicas que serão resolvidas na justiça. A nota oficial da Secretaria de Administração de Campina Grande foi divulgada em 9 de janeiro de 2026. O caso segue em análise judicial, com o município buscando garantir a continuidade dos serviços públicos essenciais à população.

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