Irã reimpõe bloqueio no Estreito de Ormuz em resposta a sanções dos EUA
O Irã anunciou neste sábado (18) o retorno do fechamento do Estreito de Ormuz, uma decisão que ocorre apenas um dia após a declaração de sua reabertura. A medida é uma resposta direta ao bloqueio que os Estados Unidos mantêm sobre os portos iranianos.
A via estratégica, por onde transita uma parcela significativa do petróleo mundial, volta a ter sua passagem sob controle e restrições impostas pelas Forças Armadas iranianas. A situação gera novas tensões na região e no mercado de energia global.
O porta-voz do Quartel-General Central Jatam al Anbiya, o tenente-coronel Ebrahim Zolfagari, confirmou a nova interdição. Segundo a agência EFE, ele declarou que “o controle do Estreito de Ormuz voltou ao seu estado anterior, e esta via estratégica se encontra sob uma estrita gestão e controle por parte das Forças Armadas”.
Restrições pesadas ao tráfego marítimo
O retorno do controle iraniano ao Estreito de Ormuz implica em restrições pesadas ao trânsito de embarcações. Essa passagem é fundamental, pois por ela escoa cerca de 20% das exportações mundiais de petróleo, o que pode impactar significativamente os preços e o abastecimento global.
Condições iranianas para a abertura
Anteriormente, o Irã já havia condicionado a continuidade da abertura do Estreito de Ormuz ao fim do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos seus portos. A agência estatal iraniana Fars noticiou, na sexta-feira, que essa era a exigência para manter a via livre.
Posição firme dos Estados Unidos
No entanto, o presidente Donald Trump manteve sua posição de continuar o bloqueio naval sobre os portos do Irã até que um acordo seja alcançado. Essa firmeza americana foi considerada uma violação da trégua pela mídia estatal iraniana, intensificando o impasse diplomático e militar.
Impacto no comércio global de petróleo
O fechamento do Estreito de Ormuz representa um ponto crítico para a economia mundial, especialmente para o setor de energia. A capacidade do Irã de controlar essa rota marítima vital demonstra seu poder de barganha em meio às sanções internacionais.
Analistas observam com atenção os próximos passos, pois qualquer escalada no conflito pode ter consequências imprevisíveis para o mercado de petróleo e para as relações geopolíticas na região do Golfo Pérsico.