Lula defende PIX contra EUA, mas cortes no Banco Central ameaçam tecnologia por trás do sucesso

Lula defende PIX contra EUA, mas cortes no Banco Central ameaçam tecnologia por trás do sucesso

Resumo

Cortes orçamentários no Banco Central levantam preocupações sobre o futuro do PIX

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem defendido o PIX como um símbolo de soberania brasileira diante de possíveis tarifas impostas pelos Estados Unidos. Contudo, um recente bloqueio bilionário no orçamento federal pode comprometer justamente a infraestrutura tecnológica e operacional do sistema de pagamentos instantâneos.

O Ministério do Planejamento e Orçamento anunciou um corte de R$ 23,6 bilhões, dos quais R$ 92,4 milhões recaem diretamente sobre as contas do Banco Central (BC). Essas verbas são destinadas a despesas discricionárias, como custeio, contratos e investimentos em tecnologia da informação, áreas cruciais para a manutenção e aprimoramento do PIX.

A situação gera apreensão, especialmente considerando que o PIX se tornou alvo de uma investigação comercial dos EUA, que alega desvantagem competitiva para empresas americanas. Conforme informação divulgada pelo Ministério do Planejamento e Orçamento, a redução orçamentária para despesas não salariais do BC cairá de R$ 490,9 milhões para R$ 398,5 milhões neste ano.

Autonomia do BC: um clamor antigo para proteger o PIX

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, indicado por Lula, tem sido um crítico ferrenho das limitações orçamentárias impostas à autarquia. Em audiência no Senado, Galípolo apelou pela aprovação do projeto de lei complementar que garantiria a autonomia financeira do BC, um pleito que tramita há uma década.

Segundo Galípolo, a autonomia permitiria ao Banco Central gerir seus próprios recursos, investindo em automação de processos e na contratação de mais profissionais qualificados. Ele ressaltou que bancos centrais de outros países, como Nigéria, México, Inglaterra e Portugal, já possuem tal autonomia para competir com o sistema financeiro global.

A proposta de autonomia financeira também visa blindar o PIX na Constituição, assegurando sua gratuidade e a competência do BC para regulá-lo, impedindo sua transferência para entidades privadas ou públicas. Galípolo expressou o receio de que a falta de recursos e autonomia possa

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