Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, expressa profunda insatisfação com o tratamento dado ao partido na formação da chapa majoritária em São Paulo, classificando a situação como “humilhação demais”. O PDT, que buscava espaço para indicar um suplente ao Senado, viu suas pretensões frustradas diante das definições do PT e de seus aliados na coligação.
A frustração de Lupi se intensifica com as indicações feitas pelo PSOL e pelo próprio PT para as vagas de suplentes. O PSOL indicou Djalma Nery, vereador de São Carlos, como primeiro suplente na chapa de Marina Silva (Rede). Já a candidatura de Simone Tebet (PSB) conta com Laio Morais (PT) como seu suplente.
O dirigente pedetista ressalta que o PDT, com 46 anos de história e relevância nacional, se vê preterido em favor de partidos menores na aliança. Lupi argumenta que a federação Rede-PSOL, ao buscar a candidata a senadora e o suplente, e o PT, ao querer o candidato a governador e o suplente, estariam ignorando a força e a representatividade do PDT.
“Falei com cardeal, papa, arcebispo. Disse a todos que estão abrindo mão do PDT, um partido que tem 46 anos e é maior nacionalmente que Rede, PSOL e PSB. E por qual motivo? Aí começa a ser humilhação demais”, declarou Lupi em entrevista publicada nesta segunda-feira (27), indicando que seu protesto será levado a outras lideranças políticas.
PDT Celebra Conquista no Rio Grande do Sul
Em contraponto à situação em São Paulo, o PDT comemora um cenário favorável no Rio Grande do Sul. Pela primeira vez desde a redemocratização, o PT abriu mão de lançar candidato próprio ao governo do estado para ceder espaço à advogada Juliana Brizola, do PDT. Esta articulação exigiu uma intervenção da executiva nacional do PT.
Aliança com Lula: PDT Reafirma Apoio e Busca Relevância
Apesar das divergências pontuais, o PDT foi o primeiro partido a confirmar, em convenção, seu apoio ao projeto político do presidente Lula (PT). Lupi, que já foi ministro da Previdência em um governo com forte presença pedetista, busca garantir um papel de destaque para seu partido na construção da frente ampla de esquerda.
Críticas à Composição da Chapa em SP
Lupi avaliou que, “pelo visto, não querem o PDT na aliança” em São Paulo. A falta de espaço para o seu partido na composição das candidaturas ao Senado é vista como um sinal de desvalorização, especialmente considerando a história e a capilaridade nacional do PDT.