Malafaia: "Mendonça é esperança, Marçal é farsa" e critica "Supremo Tribunal Político da Injustiça"

Malafaia: “Mendonça é esperança, Marçal é farsa” e critica “Supremo Tribunal Político da Injustiça”

Resumo

Pastor Silas Malafaia critica o STF e declara “Pablo Marçal é uma farsa”, apostando em André Mendonça como “esperança” no Supremo.

O pastor Silas Malafaia reaparece no centro do debate político brasileiro às vésperas de eleições decisivas para a relação entre os Poderes. Para o líder religioso, a escolha de dois senadores por Estado representa a principal chance de reação ao que ele percebe como um avanço do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a política nacional.

Malafaia também detalha sua ausência na organização do ato de 7 de Setembro na Avenida Paulista neste ano, diferenciando manifestações públicas de eventos partidários. Ele comenta a disputa por vagas no Senado e o embate com Sebastião Coelho, além de analisar o voto evangélico e criticar a aproximação de alguns candidatos com o ex-presidente Lula.

Em suas declarações, o pastor enfatiza a necessidade de a direita evitar a divisão e eleger senadores comprometidos com a independência do Congresso. Ele não poupa críticas a Pablo Marçal, a quem classifica como “uma farsa”, apesar de reconhecer sua habilidade nas redes sociais. A informação foi divulgada pelo portal Entrelinhas.

Malafaia critica “Supremo Tribunal Político da Injustiça” e a atuação de Alexandre de Moraes

O pastor Silas Malafaia expressou forte descontentamento com o Supremo Tribunal Federal, classificando a Corte como um “Supremo Tribunal Político da Injustiça”. Ele criticou a ação penal aberta contra ele pela Primeira Turma do STF, considerando-a uma manobra orquestrada. “Vocês veem que essa gente não tem vergonha. É um negócio assim, tão vergonhoso e tão claro”, declarou.

Malafaia questiona a imparcialidade de ministros como Alexandre de Moraes, citando declarações passadas do magistrado sobre o combate à “extrema-direita” na América Latina. “Um ministro do STF não combate nem a extrema-direita nem a extrema-esquerda. Ele tem que ser imparcial”, afirmou o pastor. Ele também criticou a reunião entre Lula e Alcolumbre, promovida por Moraes, como “uma vergonha”.

Para o líder religioso, a única forma de frear o que ele chama de “escalada do Supremo” é através da eleição de senadores independentes, que não sejam “capachos de ministro do STF”. Ele lamenta que “grande parte dos senadores que estão lá é uma cambada de capacho subserviente ao STF”. Caso contrário, Malafaia vislumbra apenas “uma intervenção divina” ou “uma revolta popular que chega no extremo”.

André Mendonça: a “esperança” de um Supremo mais equilibrado

Em contrapartida à sua crítica ao STF, Silas Malafaia vê no ministro André Mendonça uma “esperança” para um Judiciário mais equilibrado. “Eu tenho dito que o André Mendonça tem dado uma demonstração do que é ser ministro de uma Suprema Corte”, elogiou.

Malafaia destacou a discrição, a fala ponderada e a postura técnica de Mendonça. “Ele tem se conduzido, é cauteloso, não é afobado, não está usando instrumento político, a sua caneta e o seu cargo”, acrescentou o pastor, ressaltando que essas são as qualidades esperadas de um ministro do STF: justiça, imparcialidade e discrição.

Malafaia se afasta do 7 de Setembro na Paulista e critica “farsa” de Pablo Marçal

Pela primeira vez em cinco anos, Silas Malafaia não participará da organização do ato de 7 de Setembro na Avenida Paulista. Ele explicou que sua ausência se deve ao caráter partidário do evento deste ano, organizado pelo PL. “Eu vou a manifestações públicas, não a atos partidários”, esclareceu, lembrando que não compareceu a eventos de campanha de Flávio Bolsonaro e do próprio ex-presidente.

O pastor também reiterou suas críticas a Pablo Marçal, a quem considera “uma farsa”. “Ele é um dos caras mais bem preparados para usar rede social. E ele usa técnica. Tudo dele é profissional para atrair pessoas”, pontuou Malafaia. Ele alertou a família Bolsonaro sobre o potencial divisor de Marçal na direita, afirmando ter avisado o ex-presidente sobre o risco.

Disputa pelo Senado e o voto evangélico em 2026

Abordando a disputa pelo Senado, Malafaia mencionou o embate com Sebastião Coelho, após ter gravado um vídeo apoiando as candidaturas de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis no Distrito Federal. Ele criticou a forma como Coelho o atacou, utilizando vazamentos da Polícia Federal contra ele.

Quanto ao voto evangélico em 2026, Malafaia analisou que os eleitores dessa vertente são influenciados por questões econômicas e de segurança, além de princípios cristãos. Ele criticou tentativas de aproximação de candidatos que não compartilham desses valores, como o apoio de Lula ao aborto, algo que, segundo ele, “não engana mais os evangélicos”.

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