Manobras de Toffoli no STF enfraquecem investigação da PF sobre o caso Banco Master e impõem sigilo

Manobras de Toffoli no STF enfraquecem investigação da PF sobre o caso Banco Master e impõem sigilo

Resumo

Investigação sobre o Banco Master enfrenta obstáculos e sigilo imposto por Dias Toffoli no STF

A investigação da Polícia Federal (PF) sobre o caso do Banco Master tem sido marcada por manobras que, segundo fontes, **enfraquecem o andamento das apurações**. As restrições impostas pelo ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), têm gerado um cenário de dificuldades para a corporação.

Inicialmente, Toffoli estabeleceu um prazo de apenas dois dias para que a PF ouvisse os investigados, exigindo que os interrogatórios ocorressem nas dependências do STF e sob a fiscalização de um juiz auxiliar. Essa medida, embora tenha sido posteriormente flexibilizada com adiamentos, criou um ambiente de **pressão e limitações significativas** para a continuidade das diligências.

Apesar de os adiamentos terem concedido um respiro à PF, permitindo a análise de dados extraídos de celulares apreendidos, a investigação **continua engessada**. Apenas uma fração dos executivos convocados foi formalmente ouvida até o momento, evidenciando os desafios enfrentados na condução do inquérito, conforme informações divulgadas.

Adiamentos concedem fôlego, mas investigação segue restrita

As reorganizações nos depoimentos no inquérito do Banco Master, embora tenham concedido mais tempo à Polícia Federal para analisar evidências, ocorrem em um contexto de **restrições impostas pelo ministro Dias Toffoli**. Ele havia limitado a PF a um prazo de dois dias para ouvir os principais investigados, determinando que os interrogatórios fossem realizados nas dependências do STF, sob a fiscalização de um juiz auxiliar.

Com os adiamentos, a corporação conseguiu um **espaço extra para estudar dados cruciais** extraídos dos celulares apreendidos do controlador do banco, Daniel Vorcaro, antes de seus depoimentos e de outros executivos envolvidos. Essa margem adicional é vista como um alívio, mas a investigação **permanece engessada** em seu cronograma.

Até o momento, apenas três dos oito executivos convocados foram ouvidos nos dias 26 e 27 de janeiro. Desses, apenas Luiz Antonio Bull, ex-diretor de Compliance e Gestão de Riscos do Master, respondeu às perguntas. Alberto Felix de Oliveira, executivo do banco, e Dario Oswaldo Garcia Júnior, diretor financeiro do BRB, também foram convocados.

Senador Jaques Wagner torce por delação premiada e comenta envolvimento

O líder do governo no Senado, senador Jaques Wagner (PT-BA), expressou publicamente seu desejo pela **delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro**, considerando-a “ótima” para o avanço das investigações. Wagner afirmou estar “tranquilo e calmo” quanto a uma eventual colaboração do banqueiro.

Em entrevista, Wagner também apresentou sua versão sobre o envolvimento de seu nome no escândalo, confirmando conhecer Vorcaro, mas minimizando maiores implicações. Até o momento, o banqueiro reconheceu relação apenas com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

O senador negou ter indicado Guido Mantega ao Banco Master, mas admitiu ter **sugerido o nome do ex-ministro Ricardo Lewandowski** ao conselho da instituição, a pedido de um executivo ligado ao banco. Questionado sobre outros envolvidos, Wagner não descartou a possibilidade de outros políticos estarem implicados nos “trambiques” relacionados ao caso.

Novo inquérito sob sigilo investiga ataques ao Banco Central por influenciadores digitais

Paralelamente, a Polícia Federal abriu um **novo inquérito para investigar denúncias de ataques ao Banco Central (BC)** por influenciadores digitais, após a liquidação do Banco Master. A investigação visa apurar se representantes ligados a Daniel Vorcaro coordenaram a contratação de perfis para desacreditar o BC.

Curiosamente, o ministro Dias Toffoli será o relator deste novo inquérito, que tramitará sob **sigilo absoluto**, assim como ocorreu em negociações anteriores envolvendo a venda do Master ao BRB e investigações de supostos crimes financeiros. Esse sigilo **impede qualquer divulgação** e limita até mesmo o trabalho da própria Polícia Federal.

A PF apura se cerca de 46 perfis foram contatados para disseminar narrativas padronizadas visando atacar o Banco Central. Produtores de conteúdo relataram abordagens para divulgar que a liquidação do banco teria sido “precipitada”. Há indícios da participação de uma agência ligada a campanhas do banco nesses ataques.

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