Moraes autoriza terapia de estímulo elétrico craniano para Bolsonaro na prisão
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro a receber sessões de neuromodulação não invasiva por estímulo elétrico craniano (CES) enquanto estiver detido. A decisão permite que o tratamento seja realizado às segundas, quartas e sextas-feiras.
Este procedimento, conhecido como CES, aplica correntes elétricas de baixa intensidade no cérebro através de eletrodos posicionados, geralmente, nos lóbulos das orelhas. As sessões, que duram aproximadamente 50 minutos, são comumente utilizadas para tratar condições como ansiedade, depressão e distúrbios do sono.
No caso específico de Jair Bolsonaro, há a expectativa de que a terapia auxilie no controle de crises de soluços, um problema que tem demandado medicação com atuação no sistema nervoso central. A defesa do ex-presidente já havia apontado melhora em tratamentos anteriores.
Resultados positivos em tratamentos anteriores
Segundo a defesa de Bolsonaro, nas primeiras aplicações da neuromodulação, que ocorreram ao longo de oito dias, foi possível documentar melhoras perceptíveis tanto nos parâmetros gerais de saúde, como sono e níveis de ansiedade e depressão, quanto no quadro de soluços. Essa melhora já havia sido observada em abril de 2025, quando o ex-presidente já havia recebido o tratamento.
Na ocasião, os laudos apresentaram uma evolução significativa na adaptação, passando de 18,8% para 95% de performance autonômica. Isso resultou em uma melhora avaliada em 406,7% na estabilidade emocional do ex-presidente.
Baixo risco e efeitos colaterais leves
O método de estímulo elétrico craniano é considerado de baixo risco, com possibilidade de efeitos colaterais leves, como dormência nos ouvidos ou uma leve sensação de formigamento. A autorização de Moraes para o prosseguimento do tratamento na prisão visa, portanto, proporcionar alívio e bem-estar ao ex-presidente.
Bolsonaro, que enfrenta uma pena de 27 anos e três meses de prisão, teve pedidos por prisão domiciliar humanitária negados por Moraes. O ministro considera a unidade prisional onde o ex-presidente está detido, conhecida como “Papudinha”, um local seguro e com atendimento médico integral.