Novo Aciona PGR e PF Contra Dias Toffoli por "Interferência Atípica" em Caso Banco Master

Novo Aciona PGR e PF Contra Dias Toffoli por “Interferência Atípica” em Caso Banco Master

Resumo

Partido Novo entra com representação contra Dias Toffoli na PGR e PF por atuação no caso Banco Master

O partido Novo protocolou nesta segunda-feira (26) uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) e na Polícia Federal (PF) contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. A ação questiona a conduta do ministro no inquérito que apura irregularidades no Banco Master, do qual ele é relator.

A legenda alega que a atuação de Toffoli no caso se configuraria como uma “interferência atípica” e pede a apuração de possíveis ilícitos penais e administrativos. O partido busca a abertura de uma investigação formal pela PF sobre os fatos apresentados.

Em nota oficial, o Novo destacou que a representação enviada à PGR aponta que os atos do ministro “extrapolam os limites da função jurisdicional”. Conforme a legenda, a conduta pode configurar, em tese, crimes como gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro, além de violações aos princípios da administração pública. As informações são do próprio partido Novo.

Alegações do Novo contra o ministro Dias Toffoli

Senador Eduardo Girão (CE) e os deputados Marcel van Hattem (RS) e Adriana Ventura (SP), em nome do partido Novo, argumentam que a “atuação descrita nos autos teria impacto direto sobre investigações e procedimentos sensíveis envolvendo o sistema financeiro”. Eles solicitam que a PGR e a PF investiguem as circunstâncias e possíveis irregularidades na condução do caso pelo ministro.

Procurador-Geral já arquivou pedidos anteriores contra Toffoli

É importante notar que esta não é a primeira vez que a oposição busca medidas contra a atuação de Dias Toffoli no caso. No último dia 15, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou três representações que pediam o afastamento do ministro da relatoria do inquérito do Banco Master.

Naquelas ocasiões, os deputados Adriana Ventura (Novo-SP), Carlos Jordy (PL-RJ) e Caroline de Toni (PL-SC) haviam apontado um suposto “conflito de interesse”, mencionando inclusive uma viagem de Toffoli ao Peru acompanhado do advogado de um dos investigados. Na ocasião, Gonet justificou o arquivamento afirmando que “o caso a que se refere a representação já é objeto de apuração perante o Supremo Tribunal Federal, com atuação regular da Procuradoria-Geral da República”.

Novo insiste na apuração de condutas no caso Banco Master

A nova representação do Novo busca, contudo, aprofundar a investigação sobre as condutas específicas do ministro no inquérito. O partido reforça o pedido de apuração por parte da Polícia Federal, buscando detalhes sobre a atuação do ministro e possíveis implicações legais e administrativas. A expectativa é que as novas representações gerem uma análise mais detalhada por parte dos órgãos de investigação.

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