Nunes Marques nomeia Renata Gil, namorada de Toffoli, para diretoria internacional do TSE, em meio a debate sobre influência política

Nunes Marques nomeia Renata Gil, namorada de Toffoli, para diretoria internacional do TSE, em meio a debate sobre influência política

Resumo

Nunes Marques define Renata Gil para nova diretoria internacional do TSE, com foco em diplomacia eleitoral

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, realizou uma nomeação estratégica para a recém-criada Diretoria de Assuntos Internacionais da Corte. A magistrada Renata Gil Alcântara foi escolhida para liderar este novo departamento, que terá como missão principal fortalecer as relações do TSE com outros países e organismos internacionais.

A nomeação, publicada nesta quarta-feira (27), marca a entrada de Renata Gil em uma posição de destaque no cenário eleitoral brasileiro. A juíza, que já teve passagens importantes pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), chega ao TSE com um discurso focado na projeção da justiça eleitoral brasileira no exterior.

A decisão de criar e preencher esta diretoria ocorre em um momento em que a justiça eleitoral brasileira busca consolidar sua imagem e compartilhar suas experiências, especialmente no que diz respeito ao sistema de votação eletrônica. A nomeação de Renata Gil, que também é namorada do ministro Dias Toffoli, integrante do TSE, adiciona uma camada de atenção pública à escolha, levantando debates sobre a influência e as relações dentro do judiciário. Conforme informação divulgada pela imprensa, a portaria com a nomeação foi publicada nesta quarta-feira (27).

Renata Gil destaca importância da representatividade feminina e do soft power da Justiça Eleitoral

Em suas redes sociais, Renata Gil expressou que recebeu o convite de Nunes Marques com “honra e responsabilidade”. Ela ressaltou a importância da Justiça Eleitoral como um “instrumento de soft power do Brasil perante as grandes democracias do mundo”. A magistrada também enfatizou a relevância da presença feminina em espaços de decisão, afirmando que “mulheres devem ser reconhecidas por sua competência, trajetória e pelo trabalho que constroem todos os dias”.

Nova diretoria do TSE atuará na promoção do sistema de votação e em missões no exterior

A nova Diretoria de Assuntos Internacionais foi criada a partir da extinção da Assessoria de Assuntos Internacionais da Secretaria-Geral da Presidência, conforme resolução publicada na terça-feira (26). A principal atribuição de Renata Gil será representar o TSE em fóruns e organismos internacionais, além de promover o modelo brasileiro de votação eletrônica e acompanhar o trabalho de observadores durante os processos eleitorais.

Trajetória de Renata Gil no Judiciário e seu ativismo contra a violência de gênero

Renata Gil Alcântara ingressou na magistratura em 1998, após se formar em Direito pela Uerj. Sua atuação como conselheira do CNJ, onde permaneceu até 2025, foi marcada por iniciativas de combate à violência contra a mulher. Ela ocupou cargos como ouvidora nacional da mulher e supervisora da Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres no Poder Judiciário.

Em 2019, Renata Gil fez história ao se tornar a primeira mulher presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). No ano seguinte, ganhou notoriedade nacional ao idealizar a campanha “Sinal Vermelho” contra a violência doméstica. Essa campanha, que sugere um “X” na palma da mão como pedido de socorro, foi ampliada para todo o país por meio da Lei 14.188/2021. Além disso, a juíza fundou o Instituto Nós por Elas, uma ONG dedicada a combater a violência e a desigualdade de gênero.

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