Oposição Pede Tornozeleira Eletrônica e Passaporte de Lulinha ao STF em Caso de "Mesada" Investigada pela PF

Oposição Pede Tornozeleira Eletrônica e Passaporte de Lulinha ao STF em Caso de “Mesada” Investigada pela PF

Resumo

Oposição Aciona STF Pedindo Tornozeleira e Retenção de Passaporte para Lulinha em Investigação da PF

Um grupo de parlamentares da oposição protocolou nesta terça-feira, 13, um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando medidas cautelares contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Entre as medidas pleiteadas estão o uso de tornozeleira eletrônica e a entrega do passaporte às autoridades. A ação visa impedir que Lulinha, segundo os opositores, prejudique as investigações em andamento.

O pedido, que tem como base as apurações da Polícia Federal na Operação Sem Desconto, foi encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do caso. A informação foi divulgada por portais de notícias nesta terça-feira.

Detalhes do Pedido e Fundamentação da Oposição

O documento assinado por expoentes da oposição, como o líder no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), e o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), cita mensagens de WhatsApp encontradas no celular de um investigado, apelidado de “Careca do INSS”, que indicariam uma suposta “mesada” de R$ 300 mil a Lulinha.

Os parlamentares argumentam que foram encontrados indícios da participação de Fábio Luís no esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões. Ele é citado como um possível “sócio oculto” de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, figura central na investigação.

A oposição alega existir um “risco de fuga”, citando notícias sobre a intenção de Lulinha de se mudar para a Espanha. Essa possibilidade, segundo os signatários, poderia inviabilizar a continuidade das investigações e a aplicação da lei penal.

Polícia Federal e Outras Solicitações ao STF

No início deste mês, a Polícia Federal comunicou ao STF que irá aprofundar as investigações sobre as menções ao nome de Lulinha em materiais coletados. A corporação busca esclarecer a extensão de seu envolvimento no esquema.

Além do pedido da bancada de oposição, o advogado Jeffrey Chiquini, que representa outro investigado, Filipe Martins, também solicitou ao ministro André Mendonça a prisão preventiva de Lulinha. A solicitação reforça a pressão sobre o filho do presidente.

Na semana passada, o advogado Marco Aurélio Carvalho, que já atuou na defesa de Lulinha, pediu ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que investigue possíveis vazamentos de informações sobre as apurações contra Fábio Luís. O pedido visa garantir a lisura do processo investigativo.

Contexto da Operação Sem Desconto

A Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal, apura um esquema que realizava descontos não autorizados em benefícios previdenciários. A investigação busca desarticular uma rede criminosa que lesou milhares de aposentados e pensionistas.

As mensagens e documentos apreendidos têm sido cruciais para a identificação de possíveis envolvidos e para a compreensão da dinâmica das fraudes. A menção ao nome de Lulinha em tais materiais intensificou o escrutínio sobre sua possível participação.

O caso segue em andamento no STF, com o ministro André Mendonça responsável por analisar os pedidos e determinar os próximos passos da investigação em relação a Fábio Luís Lula da Silva. A decisão sobre as medidas cautelares é aguardada com expectativa.

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