Flávio Bolsonaro promete endurecer combate a fraudes no INSS e mira empréstimos consignados com novo pacote antifraude
O plano de governo de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, sinaliza um forte compromisso com a retomada de medidas de combate a fraudes na Previdência Social. A proposta inclui mudanças na governança de empréstimos consignados, buscando proteger beneficiários do INSS de descontos indevidos.
Essa pauta se torna central na estratégia de campanha, capitalizando o interesse gerado pelas investigações da CPMI do INSS no Congresso. A intenção é explorar as falhas de controle estatal, como as fraudes contra aposentados, um tema que ganhou visibilidade e deve ser explorado durante o período eleitoral.
O plano detalha a intenção de reeditar ações implementadas em 2019, focando em impedir descontos não autorizados em aposentadorias e pensões. A proposta busca reforçar a segurança financeira dos segurados e repreender práticas fraudulentas, conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.
Reeditação de Medidas de 2019 contra Fraudes no INSS
No documento de campanha, Flávio Bolsonaro expressa a intenção de reviver as medidas antifraude que foram inicialmente adotadas em 2019. Naquele ano, foi editada a chamada MP Antifraudes, que exigia a revalidação anual dos descontos associativos e promovia o cancelamento daqueles realizados sem a expressa autorização do beneficiário.
No entanto, durante a tramitação no Congresso, a obrigatoriedade da revalidação periódica foi completamente revogada pelos parlamentares. A proposta de um eventual governo Flávio é clara: “retomar esse combate com prioridade máxima”, implementando um novo pacote antifraude inspirado na medida de 2019.
Alterações na Governança de Empréstimos Consignados
Além de reforçar o combate às fraudes em geral, o plano de Flávio Bolsonaro também prevê alterações significativas na governança dos empréstimos consignados. O objetivo é evitar que novos casos de descontos não autorizados voltem a prejudicar os beneficiários do INSS, garantindo maior controle e segurança nas operações financeiras.
A proposta visa estabelecer mecanismos mais robustos para a autorização e o controle dos empréstimos, dificultando a ação de fraudadores e protegendo o patrimônio dos aposentados e pensionistas. A medida busca trazer mais transparência e segurança ao sistema.
Alfredo Gaspar como Porta-Voz da Campanha sobre o Caso INSS
A inclusão da pauta do INSS no plano de governo de Flávio Bolsonaro coincide com a indicação de Alfredo Gaspar para a posição de vice na chapa. Gaspar, atual deputado federal, teve um papel central como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Congresso, que investigou fraudes e descontos irregulares em aposentadorias.
O relatório final de Gaspar estimou que as irregularidades movimentaram mais de R$ 7 bilhões entre os anos de 2015 e 2025 e propôs o indiciamento de 216 pessoas. Apesar de o parecer ter sido rejeitado pela comissão, a atuação de Gaspar na CPMI se tornou um ponto estratégico para a campanha.
Estratégia Eleitoral: Associando Irregularidades ao Governo Petista
A campanha de Flávio Bolsonaro pretende utilizar a atuação de Alfredo Gaspar na CPMI para associar as irregularidades investigadas ao governo petista. Um dos nomes incluídos no relatório de Gaspar foi Fá bio Luí s Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ao anunciar Gaspar como vice, Flávio Bolsonaro destacou essa estratégia, afirmando que o deputado “pediu a prisão do Lulinha porque ele tinha culpa no cartório”. A intenção é manter o tema das fraudes no INSS em evidência no debate eleitoral, associando as falhas de controle ao adversário político.